<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967</id><updated>2012-02-05T16:06:35.139-08:00</updated><category term='MÔNICA BANDEIRA'/><category term='Chico Anísio'/><category term='Hilda Furacão - Inesquecível'/><category term='Poemas de Amor - Autores desconhecidos'/><category term='Chico Buarque'/><category term='Shakeaspeare'/><category term='Deus em todos os lugares e palavras'/><category term='Paulo Coelho'/><category term='Bernardino da Costa Lopes'/><category term='Elisa'/><category term='Poemas e textos - autores desconhecidos'/><category term='Rubem Alves'/><category term='Política em todos os tempos'/><category term='Vídeos'/><category term='Laurindo Rabelo'/><category term='Leif Kristiansson'/><category term='Alphonsus de Guimarães'/><category term='Carlos Drumond de Andrade'/><category term='Vinícius de Moraes'/><category term='Pensamentos'/><category term='Mario Quintana'/><category term='Vicente de Carvalho'/><category term='Arnaldo Jabor'/><category term='La Critique'/><category term='Lya Luft'/><category term='Clarice Lispector'/><category term='Coisas de crianças'/><category term='Vitoriano Palhares'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='Alvares de Azevedo'/><category term='Roberto Shinyashiki'/><category term='Humor'/><category term='Bruna Lombardi'/><category term='Cristiane Framartino Bezerra'/><title type='text'>AS PALAVRAS QUE ME DEVORAM</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-2086809484314046821</id><published>2012-02-05T16:05:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T16:06:35.148-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristiane Framartino Bezerra'/><title type='text'>As belezas e contradições da vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ler, para mim, de fato é uma benção!&lt;br /&gt;E mais ainda quando determinadas leituras se entranham na minha mente e no momento oportuno florescem como sopros divinos!&lt;br /&gt;Agora há pouco eu pensava nos últimos acontecimentos de um ano bebê. Recém iniciado e tão repleto de altos e baixos, injúrias, mal entendidos, fofocas, blaterações...&lt;br /&gt;De repente, brotou a frase do Tagore: “Há beleza na flor que desabrocha e bondade na que murcha!”...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas que dificuldade este entendimento.&lt;br /&gt;Quantas reuniões do CVV, do Tai Chi, do Zen, do Cristianismo, missas, cultos, sessões... Todas dizendo a mesma coisa: “Está tudo certo no Universo”, “os fatos são amigos”, “tudo o que nos acontece nos favorece!”, “tudo coopera para o bem dos que amam a Deus”, “o que não mata, engorda!” e por aí afora.&lt;br /&gt;A noção verdadeira de que o que é benção ou fatalidade só Deus pra saber, que uma coisa parece muito boa hoje e amanhã se transforma num enfado (só observarmos as estatísticas das mulheres espancadas por seus maridos... Pensar que um dia houve um oferecimento de flores, telefonemas sedutores, para depois tudo virar pesadelo).&lt;br /&gt;Ou seja, ninguém pode veementemente determinar com segurança o resultado final de uma ação, por mais que acredite muito piamente em plantação e colheita.&lt;br /&gt;Talvez o fato de crer numa teoria reencarnacionista dê um alento um pouco mais especial.&lt;br /&gt;Se eu não fiz as coisas que estou recebendo desta vida, nesta vida, porque estou recebendo? Porque fui algoz, carrasco, tudo de ruim...&lt;br /&gt;Mas quando consigo absorver todas as energias, compreendendo que sou parte de um todo maior, que reúne bênçãos e fatalidades num mesmo “balaio”, respiro, contemplo, reverencio e aceito &lt;br /&gt;– “Ok, Cosmos, qual é a lição desta vez?”&lt;br /&gt;Valso sobre os obstáculos, danço a dança da minha própria alegria e ignorância, entristeço pela maldade de algumas pessoas e chego a orar por elas, de verdade...&lt;br /&gt;A lei de causalidade do Universo é rigorosa e ninguém escapa.&lt;br /&gt;Podemos escapar da justiça humana, podemos olhar nos olhos de alguém enganando-a e ela não perceber...&lt;br /&gt;Mas o Universo percebe. Tem certeza de cada comportamento nosso.&lt;br /&gt;E aí, quando consigo levantar o pescoço do lamaçal da tristeza em que começava a chafurdar, &lt;br /&gt;vejo luzes brilhantes e reluzentes no fim do túnel.&lt;br /&gt;Fui jantar no restaurante japonês da minha preferência, o Yakin, e sou surpreendida com uma homenagem do sushiman Victor, preparando-me um delicioso sushi de abacate!&lt;br /&gt;Ontem, recebi um presente precioso do Dr. Décio Agostinho, um cd intitulado “O romance da música”, com pérolas de canções que inspiraram seu namoro com a querida Sônia!&lt;br /&gt;Conheci a Andréa Nicia e um novo grupo de amigos, voltados para terapias holísticas e tratamentos integrados entre corpo, mente, alma e coração!&lt;br /&gt;Estou sendo delicadamente reconduzida de volta a mim mesma, por forças angélicas indestrutíveis e muito amadas!&lt;br /&gt;Como diria Manuel Bandeira: “Há problemas, eu sei, mas há flores!”&lt;br /&gt;Minha vida tem dores intensas que só eu e Deus sabemos. Mas tem presentes tão fantásticos, amigos tão queridos, bênçãos tão plenas, invisíveis por vezes aos olhos físicos, mas que banqueteiam a alma!&lt;br /&gt;Perdas, fatalidades?&lt;br /&gt;Injúrias, maldades?&lt;br /&gt;Tempo, silêncio e amor!&lt;br /&gt;Curas perfeitas e raras de todas as feridas!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cristiane Framartino Bezerra&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;historiadora, escritora &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-2086809484314046821?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/2086809484314046821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2012/02/as-belezas-e-contradicoes-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2086809484314046821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2086809484314046821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2012/02/as-belezas-e-contradicoes-da-vida.html' title='As belezas e contradições da vida'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7413807562232046930</id><published>2012-01-28T00:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T00:30:01.178-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>As Profecias de Morfyn Fyrddin</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 150%; text-indent: 0cm;"&gt;Eu,&amp;nbsp; Morfyn Fyrddin, Conselheiro e Profeta do ReiSithric, de York, na Inglaterra, no ano Cristão de 926, recebi uma visão demeus mestres espirituais, a qual devo passar aos homens dessa época para quepossam prevenir os acontecimentos catastróficos que podem cair sobre os povosque ainda estão por nascer em um futuro ainda distante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 150%;"&gt;Vejoque no século XVIII, também nestas terras, onde meu Senhor já não será mais oRei, o homem construirá grandes engenhocas em busca da riqueza, do lucro e doaumento do número de uma mesma mercadoria. Os artesãos já não terão mais valor,nem o homem do campo, nem o homem simples, nenhum homem. Surgirá uma novaclasse social, que será conhecida por burguesia, verdadeiros vampiros com sedede moedas. A ganância pela moeda será chamada por todo o resto da eternidade decapitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ohomem do campo abandonará sua casa e sua tranqüilidade e correrá para grandescentros onde vive a riqueza e a opulência. Isso acha ele... mas o contrárioacontecerá: o campo será trocado pelo trabalho escravo em falsas celas semgrades , sem perspectivas, sem volta. Suas casas, amplas e com vistas alegres,serão trocadas por quartos em porões imundos e desconfortáveis, sem sequer umlocal decente para lavar o rosto e as mãos. Viverão amontoados qual cobras noscovis ou formigas &lt;st1:personname productid="em formigueiros. Esta" w:st="on"&gt;em formigueiros. Esta&lt;/st1:personname&gt; nova classe de homens será conhecida porproletariado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ascidades engolirão o campo: crescerão rápida e intensamente. Serão feias enegras, sombriamente envoltas em uma fumaça destruidora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As mulheres nãofiarão em suas rocas. Haverá grandes e enormes máquinas de tecer e as docesmulheres produzirão aos centos idênticas peças de roupas. As riquezas mineraisdesta terra servirão para alimentar monstruosas máquinas, máquinas que andam etransportam gente e grãos, que serão chamadas de locomotivas . Grandes gêniosda pintura já a teriam idealizado em seus sonhos futuristas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Surgirãoconstruções imensas, tenebrosas e satânicas, chamadas de fábricas. Serão sujas,abafadas e escuras. Abrigarão essas grandes máquinas e muitos homens, mulherese crianças, que trabalharão incansavelmente dias e noites aumentando cada vezmais a produção de mercadorias para os senhores do poder e recebendo por seutrabalho tão pouco, que até lhes parecerá esmolas. Como abelhas, nãodescansarão. Não serão reconhecidos, nem beneficiados. Haverá muita humilhação,tristeza, dor e pesar. As mães desejarão não terem parido, ao verem seusrebentos aprisionados 18 horas por dia, completamente sós, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por causa dissoos homens se unirão em grupos, que serão conhecidos até o fim dos tempos destahumanidade por sindicatos, que tentará proteger esses trabalhadores de todaessa miséria. Também haverá revoltas violentas, quando outros grupos invadirãoas fábricas e quebrarão suas máquinas monstruosas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesse tempo, ohomem terá achado encontrar as soluções para os seus problemas, mas nada dissoserá verdade: ainda que existam muitas fábricas, haverá desemprego e, havendo desempregomilhares de pessoas passarão fome; as mulheres se prostituirão e os homensterminarão seus dias nas sarjetas completamente alcoolizados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas estatragédia não terá fim... o homem continuará sendo escravizado por máquinasdurante muitos séculos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vejo que noSéculo XIX, esta catástrofe se espalhará por todos os rincões deste planeta. Anoite já não será mais iluminada pelas velas: a luz correrá por dentro de fios. Máquinas que andam sobre trilhos levando homens e grãos se espalharam comoervas no campo. Serão inventadas outras máquinas mais velozes que nossascarruagens, que para andarem necessitarão de um líquido grosso e preto quenasce na profundeza da terra e pelo qual os homens se matarão.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A ciênciaavançará a passos largos e trará tantas e tantas descobertas que o homemsentir-se-á fascinado por elas. As produções serão&amp;nbsp; cada vez mais rápidas, os inventos e aparatosmodernos serão cada vez mais modernos...&amp;nbsp;haverá fascinação... haverá solidão... muitas novas doenças surgirão ematarão os homens aos milhares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vejo ainda, maisdistante, no século XX, muitas fábricas reunidas em um mesmo local,estrangeiros instalando-se em países onde a fome imperará. As máquinas desseSéculo farão tudo praticamente sozinhas, aos montes, e a humanidade serácorrompida pela fome do ter e do poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Homens, mulherese crianças, muitas vezes separados por milhas e milhas, se comunicarão poraparelhos estranhos. O trabalho será árduo e penoso. Poucos terão poder sobre amoeda e muitos trabalharão para sobreviver e não viver! O trabalho não servirápara engrandecer. O homem quererá construir o homem. Buscará ser deus!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesse Séculohaverá um homem do bem, conhecido por Charles, que através de um invento mágicocontará a todo Planeta todas essas histórias, como eram os tempos modernos,como ele intitulava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E num tempomuito mais distante do que podemos imaginar, muito além do Século XXI, oshomens andarão em máquinas voadoras, respirarão através de máscaras grosseirase rudes, terão cópias&amp;nbsp; de si mesmos, unsserão metade máquinas metade homens, outros apenas máquinas. O homem perderá asua essência por causa do que aconteceu nos idos de 1700. Não mais apreciarãoas verdes colinas, as florestas, o pôr do sol, os frutos das árvores e a belezados animais. Nada disso existirá mais. O homem brutalizado e mecanizado nãomais será homem, mas máquina vivendo da máquina e para a máquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aqui, eu,&amp;nbsp; Morfyn Fyrddin, finalizo esta profecia. E seme perguntares se não há nada de bom a relatar, digo-lhe que sim, no meio dessaparafernália toda existem, também, muitas coisas boas... mas as profecias sãosempre assim... assustadoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Reino de York, Inglaterra, Ano&amp;nbsp; Cristão de 926.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Poor Richard&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7413807562232046930?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7413807562232046930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2012/01/as-profecias-de-morfyn-fyrddin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7413807562232046930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7413807562232046930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2012/01/as-profecias-de-morfyn-fyrddin.html' title='As Profecias de Morfyn Fyrddin'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-2377933604670687963</id><published>2012-01-17T18:33:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T18:36:29.976-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>O Fortuna - Carmina Burana</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/p9eEwsGPf3s/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p9eEwsGPf3s&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/p9eEwsGPf3s&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Simplesmente maravilhoso!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-2377933604670687963?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/2377933604670687963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2012/01/o-fortuna-carmina-burana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2377933604670687963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2377933604670687963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2012/01/o-fortuna-carmina-burana.html' title='O Fortuna - Carmina Burana'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-4356228035707044802</id><published>2011-12-30T18:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T18:23:08.181-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rubem Alves'/><title type='text'>A madrasta e o espelho</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A Branca deNeve é uma tonta, irritante na sua bobice. A figura que me comove por suatragédia é a Madrasta. Se eu pudesse, mudava o nome da estória de Branca deNeve e os sete anões para a A Madrasta e o espelho. Branca de Neve é tonta eboba por não haver se olhado no espelho – se olhou, não percebeu o fascínio e oterror que moram nele. Se gosto mais da Madrasta é precisamente por isto,porque tenho longas conversas com o meu espelho – com os meus espelhos, poissão muitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ah! Você achaque isso é bobagem, que espelhos são inofensivos objetos de vidro, frios eimóveis, que nada fazem além de refletir imagens. Pois é justo aí que está oseu abismo: em seu poder de refletir. Jorge Luis Borges também tem um terror deespelhos. Diz até que lhe produzem pesadelos, pois bastam dois espelhos opostospara construir um labirinto. Faça você mesmo a experiência: brinque com os doisespelhos, um diante do outro, e veja o seu rosto se multiplicar em imagensinfinitas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Você nuncaexperimentou o susto de, num restaurante, numa casa, descobrir-serepentinamente refletido num espelho, e ver-se como não gostaria, de um ângulo,de um jeito que lhe causa uma sensação de estranheza ou mesmo de vergonha? Souassim? Edgar Allan Poe, segundo Borges, sentia a mesma coisa. E num trabalhoque escreve sobre decoração de casas, ele diz que os espelhos devem sercolocados de tal forma que ninguém se veja neles refletido sem querer. Lugarcerto para o espelho é no banheiro. Porque enquanto a gente vai andando nadireção dele a gente tem tempo para se preparar, ficando então com a certeza deque somos nós que olhamos nele e não ele que nos observa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que me fazlembrar o relato de Gustavo Corção sobre uma experiência sua, acho que na ruado Ouvidor, no Rio. Olhou na vitrine de uma livraria e viu lá dentro um senhorde cabelos brancos, rosto muito familiar, que o fitava. Cumprimentou-orespeitosamente, tirando o chapéu com a mão direita. E o rosto familiar fez exatamentea mesma coisa, ao mesmo tempo, simetricamente, só que com a mão esquerda...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os espelhos,segundo os mitos mais antigos, encontram-se ligados às origens do homem. NasSagradas Escrituras se diz que Deus criou o homem e a mulher como imagens de simesmo, reflexos onde ele se poderia ver. E o mito de Narciso descreve atragédia de um homem que se apaixonou por sua própria imagem, refletida nafonte. E como a imagem nunca podia se transformar em posse e desaparecia semque seus dedos tocavam a superfície da água, ele morreu de um amor impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os doisrelatos se complementam. No primeiro, é o próprio Deus que deseja ver a suaimagem refletida...No segundo está dito que o que se busca, neste reflexo, éuma imagem que seja bela, pela qual possamos nos apaixonar. O mais profundodesejo do coração humano é isto: que sejamos belos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;FernandoPessoa chega mesmo a dizer que ele queria se construir como uma obra de arte. Eacrescenta: “Já que não posso ser obra de arte no corpo, que seja obra de artena alma”. Mesmo São Francisco e todos os santos, por mais espelhos de vidro quetenham quebrado, à moda da Madrasta, fizeram isto por amor a um outro espelho,divino, onde sua beleza escondida poderia brilhar. Por isto gosto da Madrasta.É nela que vejo a minha verdade refletida. Porque todos estamos à busca de umespelho que nos diga sempre: “Tu és o mais belo!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ah! Se oencontrássemos seríamos eternamente felizes. Quando, ao contrário, comoaconteceu com a Madrasta, a bela imagem se metamorfoseia em imagem feia,viramos bruxas e feiticeiros do mal. Quebramos o espelho e o veneno transbordado corpo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É assim que eupenso o amor. Amamos as pessoas não pela beleza que existe nelas, mas pelabeleza nossa que nelas aparece refletida. O que é uma bela pessoa? É aquela emque nos vemos belos. Quando, ao contrário, o espelho encantado nos mostra umaimagem feia, vai-se o amor e o espelho ou é quebrado ou é colocadopermanentemente num quarto de escuridão permanente. Não mais o queremos ver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Narciso, eupenso, é o mito mais fundamental. Mais fundamental que Édipo. Narciso dá o temafundamental. Édipo é uma variação, um desenvolvimento. A estória da Madrasta edo Espelho é uma combinação dos dois: primeiro, a relação de amor paradisíaco,Madastra e espelho. O amor acontecia na voz do espelho que dizia: “És a maislinda”. Depois, quando a relação de encantamento é quebrada pelo aparecimentode uma outra imagem, mais bela. E a Madrasta se vê, repentinamente, excluída doespelho. E fica malvada. Toda exclusão faz isto: desperta em nós uma imagemcruel e feia, que toma conta do corpo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por isto quesomos mendigos de olhares. Olhos são espelhos. Cada encontro é um pedido: “Diz-me,espelho meu, haverá no mundo alguém mais belo que eu?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por isto nosenfeitamos, por isto escrevemos, por isto convidamos os amigos para jantares,por isto vamos a alegres reuniões de amigos, por isto se fazem atos heróicos,por isto se escrevem poemas, por isto se fazem gestos: todos são pedidos dereconhecimento da nossa beleza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Entenderam porque gosto mesmo é da figura trágica da Madrasta? Porque ela revela o drama doamor, a sua alegria e a sua decomposição. Somos todos a Madrasta, em busca deuma bela imagem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-4356228035707044802?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/4356228035707044802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/madrasta-e-o-espelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4356228035707044802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4356228035707044802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/madrasta-e-o-espelho.html' title='A madrasta e o espelho'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7686823214012102384</id><published>2011-12-23T16:45:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T16:45:32.338-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>Mulher, luz é teu nome</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fonte deinspiração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Musas,deusas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cantadas,pintadas, esculpidas, poemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Corpos nus,sorrisos misteriosos, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Transformaram-sepelas mãos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que seguravamcinzéis, pincéis e canetas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em divindadeseternas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Amélia,Yolanda, Carolina, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ismália,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Geni,Adeline, Elô, Lígia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vênus,Monalisa, Madalena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 150%; text-indent: 0cm;"&gt;Desde oprincípio estavam aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Guerreiras,santas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rainhas,prostitutas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eva,Sarah,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Maria,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Maria Madalena,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cleópatra,Salomé,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Maria aLouca, Josefina,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sissi,Elizabeth, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Leopoldina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Indira,Catarina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Evita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Joana D’Arc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Transformarama vida em arte, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ruth Escobar,Ana Botafogo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;ReginaDuarte,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;AvaGardner, Hebe Camargo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fernanda Montenegro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;ReginaCasé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Subiramaos céus e viraram estrelas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Leila Diniz,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Elis Regina,Maysa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Lady Di.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Flores deforma humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rosa,Margarida,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Hortência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Símbolos porsua beleza e forma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Marilyn,Rita Haywort, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Madona.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Brinquedosde criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Xuxa, Eliane,Angélica,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Minie,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Magali,Mônica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sua vozalegra os corações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;EditePiaf, Marisa Monte,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rita Lee, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;MonserratCaballe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;DanielaMercury, Quarteto em si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Transformarampapel e caneta em sonhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Clarice Lispector,Agatha Christie,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;CecíliaMeireles, Raquel de Queiroz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sofredorasda Praça de Maio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Torturadasnas fogueiras,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Queimadas nasfábricas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Escravas acorrentadas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mutiladas,violentadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Anônimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Símbolo doamor universal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;MadreTereza de Calcutá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mulheres...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O queseria do mundo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O queseria dos homens&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Maridos,namorados, filhos e pais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sem essesanjos sem asa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sem essas Marias,donas de casa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Trabalhadoras,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Médicas,secretárias, serventes, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Domésticas,auxiliares,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Administradoras,gerentes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O queseria do mundo, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sem tuaforça,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sem tuagarra,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sem tuabarriga, mulher?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Barretos,Maio de 1998.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7686823214012102384?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7686823214012102384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/mulher-luz-e-teu-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7686823214012102384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7686823214012102384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/mulher-luz-e-teu-nome.html' title='Mulher, luz é teu nome'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-1858411768867472698</id><published>2011-12-23T14:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T14:04:52.386-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lya Luft'/><title type='text'>Pra não dizer adeus</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;A certeza vela atrás de um muro ou dorme num poço onde nada se escuta ou avista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Sempre que partes, morro um pouco por não saber se retornas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Minhas mãos doem de tanto abrir-se para que vás tranquilo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;Só assim hás de querer estar comigo: sem que eu insista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe UI';"&gt;(Fingir que te deixo livre é um jeito egoísta de amar.)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-1858411768867472698?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/1858411768867472698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pra-nao-dizer-adeus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1858411768867472698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1858411768867472698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pra-nao-dizer-adeus.html' title='Pra não dizer adeus'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6472551543478988848</id><published>2011-12-23T12:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T13:03:19.295-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristiane Framartino Bezerra'/><title type='text'>A dimensão da dor</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;De fato percebo a cada dia que eu sou muito mais geminiana com ascendente em libra do que imaginava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Penso que estou me estruturando mais, me fortalecendo mais, que a maturidade e o convívio com os anjos tem me dado mais sabedoria e compreensão e de repente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Sou surpreendida por minha humanidade mais frágil e débil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma amizade de muitos anos, com as maiores confidências trocadas, alegrias divididas, dores compartilhadas, lágrimas enxugadas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Não fui amiga do “Doutor”, do “Sócrates”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Fui amiga do “Brasileiro”, que aliás, era como eu o chamava na maior parte das vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Graças ao Dácio Campos que num aniversário da Catarina, levou-o a tiracolo, apesar da minha contrariedade; é que pude conhecer o homem, o poeta, o cantor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;A partir dali, foi amor eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;De um jeito que só nós dois sabemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Uma intimidade tal que me permitia falar tudo o que os Anjos sopravam nos meus ouvidos sobre ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Ele me chamava de Anjo da guarda, brincava que eu tinha que dividir tudo, que como eu não bebia, tinha que emprestar inclusive meu fígado para ele... Isto há muitos anos, e já naquela época, quando eu insistia que seu corpo não agüentaria os excessos, ele me incumbia de cuidar do seu funeral, organizar os horários das “viúvas”, encomendar sua alma a Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Fui “padre” num dos seus casamentos e tinha que ouvi-lo falar de suas saudades por horas a fio em altas horas da madrugada, quando viajávamos juntos e por algum motivo, a “amada da vez” não tinha ido...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Não importava hora para ele... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Ele era simplesmente atemporal, gênio, imortal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Infelizmente eu já sabia de sua partida precoce, até preparava os amigos mais próximos, mesmo assim, a notícia de sua morte foi um soco de Maguila na boa do meu estômago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Doeu e está doendo, como eu jamais imaginei que seria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Sábado estávamos lá na mesma chácara do Dácio e da Adri, das tantas cantorias e madrugadas de trancas e buracos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Eu e o Bueno engolimos o choro ao cantarmos “Força Estranha”, mas não demos conta da “Canção da América”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Depois, fizemos a sua “missa de sétimo dia”, exatamente&amp;nbsp; como gostaria – demos as mãos numa prece ecumênica, batemos palma e como não poderia deixar de ser, o Paschoalim&amp;nbsp; representou-o bem, muito mais timidamente, é claro, entoando seu grito de guerra, que tantas vezes me matou de vergonha (inclusive brigamos em Ilhéus por causa dele...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;... &lt;b&gt;&lt;i&gt;Ô P...tada!!!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Rimos, com certeza. E sei que ele, de onde está, riu conosco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Penso que a esta hora, já deve estar começando a arrancar as barbas de São Pedro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Doeu muito ver meu grande amigo&amp;nbsp;naquele caixão. Mas estava sereno!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Tá doendo muito ainda, mas foi uma vida tão plena, tão cheia de paixão e intensidade, de tantas “almas gêmeas”, que o que resta dizer, se não:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Vai, querido Amigo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Vai balançar as redes dos campos celestes e revolucionar a fiel torcida angélica!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Logo, logo, os anjos deixarão de tocar harpas e violinos e entoarão “A Rita”, sob sua influência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Estou certa disto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6472551543478988848?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6472551543478988848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/dimensao-da-dor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6472551543478988848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6472551543478988848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/dimensao-da-dor.html' title='A dimensão da dor'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8971638516931335127</id><published>2011-12-23T12:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T12:42:41.889-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristiane Framartino Bezerra'/><title type='text'>O "Finados" que quase matou a Tutu</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;De raiva!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Pois bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Como toda filha amorosa e preocupada em agradar a mãe, Rosana decidiu fazer uma caridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Levaria Tutu para visitar os túmulos dos entes queridos sepultados em Igarapava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aproveitariam o feriado de Finados e após a visita ao cemitério, enquanto Tutu passasse algum tempo com tia e prima que há tempos não viam, Rosana reencontraria amigas da infância e adolescência. Uma delas, pra se ter ideia, ela não via há mais de 35 anos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Viagem prazerosa com mãe e filha conversando, rindo e cantando pela estrada. Chegaram ao destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Momentos de oração e fé. Tutu observando o silêncio reverencial das pessoas e as lindas flores no cemitério. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Respirou aliviada e agradecida por ser ela a visitante, não a visitada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;De lá, seguiram para a visita familiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Depois dos cumprimentos e de algumas palavras trocadas, Rosana foi para o encontro combinado com as amigas queridas, regado a muita cerveja boa e deliciosos petiscos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;O papo rolando solto, cada pessoa sendo lembrada e claro, a vida passada em revista, com os tradicionais comentários das que enviuvaram, casaram duas ou três vezes ou as que ficaram para titia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Rosana, cuja marca principal é o lindo sorriso que ilumina seu rosto, já tinha que segurar os cantos da boca porque doía o quanto ria!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Nem se dava conta do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Não muito distante dali, Tutu bocejava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Pensava do alto dos seus 71 anos, qual teria sido a última vez que vivera cena tão mórbida quanto aquela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;A tia, uma senhorinha da casa dos muitos “enta e tantos anos” e a prima, um ano mais nova que ela própria, contavam pormenorizadamente os recentes acontecimentos “notórios” de suas vidas. Lembravam em detalhes a quantidade de tubos de soro de cada internação, as alergias constantes, as enxaquecas e constipações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Serenamente Tutu ouvia, mas sua mente divagava, buscando as cenas dos feriados em sua casa... Barril prateado com serpentina diretamente vinda do Chopp Sol, picanha suculenta ardendo na churrasqueira e uma galera bonita, jovem, divertida, jogando buraco, contando piadas, sambando e falando das boas coisas da vida!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Olhava o relógio pela trigésima oitava vez...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Compreendia que a filha querida passara por momentos tristes nos últimos tempos e precisava muito de boas companhias e alegria, mas será que podia imaginar o tipo de tortura a que estava submetida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Escoriações, dores nas costas, inchaços nas pernas, dores de garganta, muitas infecções. Tutu lembrou até da música dos Titãs... “E o pulso, ainda pulsa!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;De repente, chega o moço da farmácia pra ver se estava tudo ok com as pressões das parentas. Ela quase pediu pra ver a sua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Mentalmente agradecia a Deus por ter tido destino diferente, mas de novo, como um anjo mau, a mente trazia-lhe a imagem do copo de chopp e a espuminha branca caindo pela lateral do copo... O maço de cigarros na bolsa desesperado, querendo saltar e ser queimado, mas como fumar na frente da tia? Jamais! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Como a pobrezinha sofria!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Como que por ironia, à sua frente, bolinho de chuva e leite fervido...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;A tia então se lembrou de algo que queria mostrar à Tutu. Foi buscar. Ela pensou que devia ser o álbum com as fotos dos netos. Ledo engano! Era o último hemograma completo, mostrando uma pequena alteração na taxa da hemoglobina!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Rosana, por outro lado, nem lembrava mais que era finados, parecia dia de festa, de aniversário! Ali, com as amigas do passado, sentia que renascia! E o papo não morria!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Foram duas, três, quatro, cinco, seis horas!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Finalmente pensou que sua mãe devia estar cansada de esperar por ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Despediu-se das amigas, e ainda com sorriso nos lábios, com cara de imensa felicidade, encontrou uma Tutu que desconhecia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Só não apanhou da mãe porque as doenças todas propagadas pelas parentas a contaminaram de tal forma que estava sugada, sonolenta e cansada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Pouco tempo depois, na estrada, já contagiada pela alegria da Rosana, Tutu contou o quanto observara do silêncio e paz do cemitério e depois o desfiar de um rosário sem fim de lamentações e dores da prima e da tia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Sentenciou finalmente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;“&lt;i&gt;- Olha aqui, minha filha, se eu soubesse que esta era a tarde que me aguardaria, te juro, eu tinha ficado lá no cemitério até o fim do dia!”...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8971638516931335127?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8971638516931335127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/o-finados-que-quase-matou-tutu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8971638516931335127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8971638516931335127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/o-finados-que-quase-matou-tutu.html' title='O &quot;Finados&quot; que quase matou a Tutu'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8659733337093311254</id><published>2011-12-15T18:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T18:05:47.003-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>Meu amor por você (o amor que liberta)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Te amocomo o amor dos ecologistas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Que amamos pássaros e não os aprisionam,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Porsaberem que emudecerão nas gaiolas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Que amamos peixes dos rios e mares &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;E não oscolocam nos aquários&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Porquesabem que não procriarão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Que amamos animais selvagens dos campos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas não osenjaulam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Porsaberem que isto os faria definhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Que amam asflores, as árvores, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas nãoarrancam uma folha sequer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Porque têmconsciência, que se o fizerem,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Elasperderão a cor e morrerão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Amo comoos artistas de teatro amam suas personagens, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Ospintores, suas musas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Osescritores, seus livros, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Osmúsicos, os sons.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Amo esseamor dos astrólogos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Que amamas estrelas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;E asadmiram por toda uma vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Mesmosabendo que jamais as tocarão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;(Anos 90)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8659733337093311254?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8659733337093311254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/meu-amor-por-voce-o-amor-que-liberta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8659733337093311254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8659733337093311254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/meu-amor-por-voce-o-amor-que-liberta.html' title='Meu amor por você (o amor que liberta)'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3854286372231576502</id><published>2011-12-14T15:58:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T15:59:12.537-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>As Profecias de Morfyn Fyrddin</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: -webkit-auto; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu,&amp;nbsp; Morfyn Fyrddin, Conselheiro e Profeta do ReiSithric, de York, na Inglaterra, no ano Cristão de 926, recebi uma visão demeus mestres espirituais, a qual devo passar aos homens dessa época para quepossam prevenir os acontecimentos catastróficos que podem cair sobre os povosque ainda estão por nascer em um futuro ainda distante:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vejo que no século XVIII,também nestas terras, onde meu Senhor já não será mais o Rei, o homem construirágrandes engenhocas em busca da riqueza, do lucro e do aumento do número de umamesma mercadoria. Os artesãos já não terão mais valor, nem o homem do campo,nem o homem simples, nenhum homem. Surgirá uma nova classe social, que seráconhecida por burguesia, verdadeiros vampiros com sede de moedas. A ganânciapela moeda será chamada por todo o resto da eternidade de capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 24px;"&gt;O homem do campo abandonarásua casa e sua tranqüilidade e correrá para grandes centros onde vive a riquezae a opulência. Isso acha ele... mas o contrário acontecerá: o campo serátrocado pelo trabalho escravo em falsas celas sem grades , sem perspectivas,sem volta. Suas casas, amplas e com vistas alegres, serão trocadas por quartosem porões imundos e desconfortáveis, sem sequer um local decente para lavar orosto e as mãos. Viverão amontoados qual cobras nos covis ou formigas &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em formigueiros. Esta" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 24px;" w:st="on"&gt;em formigueiros. Esta&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 24px;"&gt;nova classe de homens será conhecida por proletariado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As cidades engolirão ocampo: crescerão rápida e intensamente. Serão feias e negras, sombriamenteenvoltas em uma fumaça destruidora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Asmulheres não fiarão em suas rocas. Haverá grandes e enormes máquinas de tecer eas doces mulheres produzirão aos centos idênticas peças de roupas. As riquezasminerais desta terra servirão para alimentar monstruosas máquinas, máquinas queandam e transportam gente e grãos, que serão chamadas de locomotivas . Grandesgênios da pintura já a teriam idealizado em seus sonhos futuristas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Surgirãoconstruções imensas, tenebrosas e satânicas, chamadas de fábricas. Serão sujas,abafadas e escuras. Abrigarão essas grandes máquinas e muitos homens, mulherese crianças, que trabalharão incansavelmente dias e noites aumentando cada vezmais a produção de mercadorias para os senhores do poder e recebendo por seutrabalho tão pouco, que até lhes parecerá esmolas. Como abelhas, nãodescansarão. Não serão reconhecidos, nem beneficiados. Haverá muita humilhação,tristeza, dor e pesar. As mães desejarão não terem parido, ao verem seusrebentos aprisionados 18 horas por dia, completamente sós, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Porcausa disso os homens se unirão em grupos, que serão conhecidos até o fim dostempos desta humanidade por sindicatos, que tentará proteger essestrabalhadores de toda essa miséria. Também haverá revoltas violentas, quandooutros grupos invadirão as fábricas e quebrarão suas máquinas monstruosas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nessetempo, o homem terá achado encontrar as soluções para os seus problemas, masnada disso será verdade: ainda que existam muitas fábricas, haverá desempregoe, havendo desemprego milhares de pessoas passarão fome; as mulheres seprostituirão e os homens terminarão seus dias nas sarjetas completamentealcoolizados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas estatragédia não terá fim... o homem continuará sendo escravizado por máquinasdurante muitos séculos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vejo queno Século XIX, esta catástrofe se espalhará por todos os rincões deste planeta.A noite já não será mais iluminada pelas velas: a luz correrá por dentro defios . Máquinas que andam sobre trilhos levando homens e grãos se espalharamcomo ervas no campo. Serão inventadas outras máquinas mais velozes que nossascarruagens, que para andarem necessitarão de um líquido grosso e preto quenasce na profundeza da terra e pelo qual os homens se matarão.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aciência avançará a passos largos e trará tantas e tantas descobertas que ohomem sentir-se-á fascinado por elas. As produções serão&amp;nbsp; cada vez mais rápidas, os inventos e aparatosmodernos serão cada vez mais modernos...&amp;nbsp;haverá fascinação... haverá solidão... muitas novas doenças surgirão ematarão os homens aos milhares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vejoainda, mais distante, no século XX, muitas fábricas reunidas em um mesmo local,estrangeiros instalando-se em países onde a fome imperará. As máquinas desseSéculo farão tudo praticamente sozinhas, aos montes, e a humanidade serácorrompida pela fome do ter e do poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Homens,mulheres e crianças, muitas vezes separados por milhas e milhas, se comunicarãopor aparelhos estranhos. O trabalho será árduo e penoso. Poucos terão podersobre a moeda e muitos trabalharão para sobreviver e não viver! O trabalho nãoservirá para engrandecer. O homem quererá construir o homem. Buscará ser deus!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;NesseSéculo haverá um homem do bem, conhecido por Charles, que através de um inventomágico contará a todo Planeta todas essas histórias, como eram os temposmodernos, como ele intitulava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E numtempo muito mais distante do que podemos imaginar, muito além do Século XXI, oshomens andarão em máquinas voadoras, respirarão através de máscaras grosseirase rudes, terão cópias&amp;nbsp; de si mesmos, unsserão metade máquinas metade homens, outros apenas máquinas. O homem perderá asua essência por causa do que aconteceu nos idos de 1700. Não mais apreciarãoas verdes colinas, as florestas, o pôr do sol, os frutos das árvores e a belezados animais. Nada disso existirá mais. O homem brutalizado e mecanizado nãomais será homem, mas máquina vivendo da máquina e para a máquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aqui,eu,&amp;nbsp; Morfyn Fyrddin, finalizo estaprofecia. E se me perguntares se não há nada de bom a relatar, digo-lhe quesim, no meio dessa parafernália toda existem, também, muitas coisas boas... masas profecias são sempre assim... assustadoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Reino de York, Inglaterra, Ano&amp;nbsp; Cristão de 926.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3854286372231576502?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3854286372231576502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/as-profecias-de-morfyn-fyrddin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3854286372231576502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3854286372231576502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/as-profecias-de-morfyn-fyrddin.html' title='As Profecias de Morfyn Fyrddin'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-506131984160944718</id><published>2011-12-13T17:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T17:52:24.310-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>Balada do louco insatisfeito</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 24px;"&gt;Tenho umquadro, não tenho parede.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho apalavra, não tenho voz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umpiano, não sei tocar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umabrigo, mas não um lar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho amedalha, sem ter ido à guerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umantepassado, mas não lembro o passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho acaneta, me falta papel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umaconta no banco, não tenho moedas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 24px;"&gt;Se tenhoperguntas, não vem respostas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhosoluções, me faltam problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umdesafio, perdi a coragem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umamúsica, não tenho platéia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umsonho, acordo sempre entre pesadelos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhouma reza, ninguém escuta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhoum apelo, me falta apoio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umamuleta, mas consigo andar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho oslivros, não aprendi a ler.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenhocarinho para dar, não sinto vontade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenhoabandono, não tenho ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho saudade,não consigo o reencontro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho aalegria, não tenho com quem compartilhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umalágrima, não tenho um ombro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhopão, não sinto fome.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhosede, me falta a bica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umtrabalho, não tenho capacidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho ainteligência, não sei usar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tenho umobjetivo, me falta a força.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhoacolhida, já vou embora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenhosolidão, ninguém abre a porta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Isso tudome faz pensar que &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se mefaltam tantas coisas, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se me caloem tantos momentos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se tenho enão quero,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se quero enão tenho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se choroem vão em busca do futuro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fugindo dopassado,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se corroriscos desnecessários,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se melamento por nada ter&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É porqueganhei de presente a vida,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Só não seimesmo é viver!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Década de80)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-506131984160944718?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/506131984160944718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/balada-do-louco-insatisfeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/506131984160944718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/506131984160944718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/balada-do-louco-insatisfeito.html' title='Balada do louco insatisfeito'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-4617805215811785583</id><published>2011-12-12T18:26:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:26:51.089-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>Narciso</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Abro ajanela. Trago a fumaça.&lt;br /&gt;Sinto esse mal cheiro, mas mesmo assim me contento.&lt;br /&gt;Saio caminhando pelas ruas, &lt;br /&gt;me misturo com a multidão.&lt;br /&gt;Sou mais um que caminha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Às vezesinvejo os mortos.&lt;br /&gt;Às vezes penso que devo ressuscitar.&lt;br /&gt;Observo você a passos lento,&lt;br /&gt;caminhando pelas mesmas ruas&lt;br /&gt;com um ar sóbrio&lt;br /&gt;como se nunca ficasse bêbado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Homem de decisões, de ferro, de bases sólidas&lt;br /&gt;É necessário que se encontre.&lt;br /&gt;É necessário que perceba sua presença&lt;br /&gt;tão marcante para mim&lt;br /&gt;e que às vezes não se dá conta.&lt;br /&gt;É necessário que se dispa diante de si mesmo.&lt;br /&gt;É necessário que se arrisque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nas impossibilidades.&lt;br /&gt;Acredito nessa força inconsciente&lt;br /&gt;que habita os lugares mais escuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem de meditações, de conflitos, de angústias.&lt;br /&gt;É possível que entenda o que acontece à sua volta.&lt;br /&gt;Mal sabe que essas pegadas na areia são as suas&lt;br /&gt;Mal sabe que essa areia é a minha.&lt;br /&gt;A mesma água em que se banha me afoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem de correntes e nós.&lt;br /&gt;É necessário que se desate.&lt;br /&gt;É necessário que se perca&lt;br /&gt;para que eu possa te encontrar.&lt;br /&gt;É necessário mostrar-se nu&lt;br /&gt;para que eu possa vê-lo de verdade.&lt;br /&gt;É necessário que se faça necessário.&lt;br /&gt;É necessário que se perceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem de gestos e gritos.&lt;br /&gt;É necessário que grite&lt;br /&gt;para que eu o escute melhor.&lt;br /&gt;É necessário que esteja vivo&lt;br /&gt;para que eu possa viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1982)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-4617805215811785583?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/4617805215811785583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/abro-ajanela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4617805215811785583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4617805215811785583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/abro-ajanela.html' title='Narciso'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8364579483962446574</id><published>2011-12-12T18:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T18:24:11.677-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Drumond de Andrade'/><title type='text'>Pelo telefone</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Tem 17 anos e um livro inédito. Telefona pedindo um encontro para me mostrar sua criação. A voz é de esperança ardente. E mesmo de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não pode esperar um pouco?&lt;br /&gt;- Quantos dias?&lt;br /&gt;- Não estou falando em dias. Falo em três, quatro anos pelo menos.&lt;br /&gt;- Tudo isso para o senhor me receber? Ah, é dose.&lt;br /&gt;- Não, é para escrever o livro. E mais dois ou três para publicá-lo.&lt;br /&gt;- Mas ele já está escrito. Só falta publicar.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Sim, mas provavelmente quando você tiver 21 anos vai-se arrepender de tê-lo publicado.&lt;br /&gt;- O senhor está julgando meu livro antes de ter visto ao menos a cara dele?&lt;br /&gt;- Estou julgando o livrinho que escrevi na sua idade, e que felizmente se perdeu numa editora carioca.&lt;br /&gt;- E se o meu livro for melhor do que o seu?&lt;br /&gt;- É possível, e desejo que seja. Mas não custa esperar um pouco, e nesse meio tempo você irá publicando seus versos – pois seu livro é de versos, aposto?&lt;br /&gt;- Acertou.&lt;br /&gt;- É fácil acertar. Irá publicando suas coisas em jornais e revistas e se tornando mais conhecido. Depois, então, partirá para o livro. Livro não tem pressa. Ou não deve ter, por precaução.&lt;br /&gt;- Que jornais? Que revistas? Não conheço ninguém.&lt;br /&gt;- procure conhecer, indague, mexa-se. Posso lhe dar alguns endereços. Por mais que se diga que a imprensa se industrializou, há sempre um caderno, uma coluna, um canto de página, aqui, ali, pelo Brasil afora, disposto a acolher os novos. E quem tem talento encontra um pouquinho de espaço. Se até quem não o tem encontra...&lt;br /&gt;- Mas o livro já está pronto. Que é que vou fazer com ele?&lt;br /&gt;- Nada. Guarde na gaveta. Deixe esfriar. Experimente a sensação de estrear num jornalzinho de bairro, numa revista de estudantes. Curta bem o gosto de ver seu nome impresso pela primeira vez, assinando umas coisinhas que o seu pessoal, parentes e amigos, comentará. É bom, posso jurar para você. É gostoso.&lt;br /&gt;- Prefiro dar uma de livro, logo de saída.&lt;br /&gt;- Então inscreva-se em concurso, um desses vários concursos que hoje oferecem tantas possibilidades aos jovens. Vocês não podem queixar-se: tanto governos estaduais como o federal oferecem prêmios consideráveis a autores inéditos. Até empresas privadas fazem isto. É uma coisa que não existia no meu tempo de rapaz.&lt;br /&gt;- E quem garante que eu vou ganhar o prêmio?&lt;br /&gt;- E quem garante que não vai ganhar? Não duvide dos julgadores, já que você não duvida de si mesmo. E tem mais: o Instituto Nacional do Livro que financia parte da edição da obra, se esta for julgada merecedora. Na realidade, nunca o autor jovem e desconhecido teve tanta chance de aparecer no Brasil de hoje. Mas você tem de se inscrever e competir.&lt;br /&gt;- Por que um editor, examinando o meu livro, independente dessa engrenagem toda, não pode publicá-lo?&lt;br /&gt;- Porque o editor vive de aplicar dinheiro em livros que sejam vendáveis e dêem lucro, e não pode editar todos os jovens desconhecidos de 17 anos e que certamente não terão leitores além dos pais, dos tios e da namorada. Sabe quanto custa a produção de um livro?&lt;br /&gt;- Não faço idéia.&lt;br /&gt;- Se o seu pai não arrisca dinheiro para editar o pimpolho, não é justo que você espere isto de um editor, que nem é seu parente.&lt;br /&gt;- Tudo isso que o senhor falou pode estar certo e eu não duvido. Mas escute uma coisa. Se por acaso eu for um jovem de 17 anos diferente dos outros jovens de 17 anos que escrevem besteiras; se eu tiver dentro de mim uma coisa chamada gênio – vamos admitir a hipótese, por que não? – tenho de ficar na fila dos concorrentes que sei lá se são apadrinhados... tenho de suar frio batendo à porta dos editores para convencer afinal um deles que é bom negócio editar um bacana fora de série? O senhor acha isso justo, acha legal?&lt;br /&gt;- Meu filho, aí o caso muda de figura. Eu não tenho aparelhagem para identificar os gênios. E não sou editor, graças a Deus, porque, com a minha tendência a acreditar em tudo, acabaria falido ao fim de três meses de contato com genialidades.&lt;br /&gt;- O senhor é tão irônico! Quer dizer que não vai fazer nada por mim?&lt;br /&gt;- Como, fazer?&lt;br /&gt;- pelo menos ler o meu livro. São só 250 poemas, uns curtos, outros maiorzinhos, sobre a nova mulher cósmica, concepção original minha, um estrondo. Ler e... dar opinião, falar com o Sr. José Olympio, né? Não quero mais nada, so isso. O resto, deixe com ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8364579483962446574?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8364579483962446574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pelo-telefone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8364579483962446574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8364579483962446574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pelo-telefone.html' title='Pelo telefone'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-41697741581659441</id><published>2011-12-12T18:20:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:20:49.589-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shakeaspeare'/><title type='text'>Sonhos de uma noite de verão</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Fala de Helena - Cena I - Primeiro acto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...O amor é capaz de converter as coisas mais baixas e vis, sem qualquer valor, em coisas dignas e elevadas. O amor não vê com os olhos, mas sim com a alma, e por isso pintaram cego o alado Cupido. Nem o Amor revelou alguma vez discernimento. Cego e alado é emblema da sua imprudente impetuosidade: diz-se que o amor é como uma criança, porque na sua escolha erra frequentemente. Tal como os rapazes traquinas que a brincar negam as suas faltas, assim mente o Amor...."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-41697741581659441?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/41697741581659441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/sonhos-de-uma-noite-de-verao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/41697741581659441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/41697741581659441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/sonhos-de-uma-noite-de-verao.html' title='Sonhos de uma noite de verão'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-4233527944886642499</id><published>2011-12-12T18:18:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T18:18:19.410-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas de Amor - Autores desconhecidos'/><title type='text'>Ruas de Fogo - O filme</title><content type='html'>Sonho com um anjo numa praia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde ondas perfeitas arrebentam&lt;br /&gt;Seus cabelos voam com o vento, e&lt;br /&gt;Em seu toque há poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso ter um anjo,&lt;br /&gt;Mas posso ter um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com um homem para mim,&lt;br /&gt;Ele está em um castelo&lt;br /&gt;Dança como um gato&lt;br /&gt;e tem o brilho de príncipe nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com um homem numa estrela&lt;br /&gt;E ele está sozinho.&lt;br /&gt;Sozinho sonhando com alguém&lt;br /&gt;E esse alguém sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com o fim da escuridão&lt;br /&gt;E eu não sou um anjo,&lt;br /&gt;Sou apenas uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-4233527944886642499?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/4233527944886642499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/ruas-de-fogo-o-filme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4233527944886642499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4233527944886642499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/ruas-de-fogo-o-filme.html' title='Ruas de Fogo - O filme'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6737949296891803047</id><published>2011-12-12T18:17:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:18:19.413-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas de Amor - Autores desconhecidos'/><title type='text'>Amar você</title><content type='html'>Amor você me faz menino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bate um sino&lt;br /&gt;Em todos os meus bairros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver você é chegar num porto&lt;br /&gt;Com um filho morto&lt;br /&gt;A ressuscitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te esperar é como esperar o sol&lt;br /&gt;Num céu de vitrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sentir teu cheiro&lt;br /&gt;De olhos fechados&lt;br /&gt;É sobrevoar cidades do fundo do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na tua mão, meu coração&lt;br /&gt;É como diante do prato&lt;br /&gt;Um cão sem dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E te abraçar é abraçar uma rocha&lt;br /&gt;Numa correnteza que quer me arrastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amar é ter vivido toda uma vida sem saber por que&lt;br /&gt;E enfim ter sabido.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6737949296891803047?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6737949296891803047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/amar-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6737949296891803047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6737949296891803047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/amar-voce.html' title='Amar você'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7428831884997828369</id><published>2011-12-12T18:15:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:16:11.670-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinícius de Moraes'/><title type='text'>Elegia desesperada (O desespero da piedade)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Meu Senhor, tende piedade dos que andam de bonde&lt;br /&gt;E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...&lt;br /&gt;Mas tende piedade também dos que andam de automóvel&lt;br /&gt;Quantos enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade das pequenas famílias suburbanas&lt;br /&gt;E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos&lt;br /&gt;Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam&lt;br /&gt;E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta&lt;br /&gt;Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina&lt;br /&gt;Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte&lt;br /&gt;E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende imensa piedade dos músicos de cafés e de casas de chá&lt;br /&gt;Que são virtuoses da própria tristeza e solidão&lt;br /&gt;Mas tende piedade também dos que buscam o silêncio&lt;br /&gt;E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram&lt;br /&gt;E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução&lt;br /&gt;Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram&lt;br /&gt;E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos&lt;br /&gt;Quem em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão&lt;br /&gt;E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão&lt;br /&gt;Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros&lt;br /&gt;Que se efeminam por profissão mas são humildes nas suas carícias&lt;br /&gt;Mas tende maior piedade ainda dos que cortam o cabelo:&lt;br /&gt;Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria&lt;br /&gt;Quem lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos&lt;br /&gt;Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo&lt;br /&gt;Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade dos homens úteis como os dentistas&lt;br /&gt;Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer&lt;br /&gt;Mas tente mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia&lt;br /&gt;Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos&lt;br /&gt;Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão&lt;br /&gt;Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes&lt;br /&gt;Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tenha piedade das mulheres&lt;br /&gt;Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres&lt;br /&gt;Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres&lt;br /&gt;Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade da moça feia que serve na vida&lt;br /&gt;De casa, comida e roupa lavada da moça bonita&lt;br /&gt;Mas tende mais piedade ainda da moça bonita&lt;br /&gt;Que o homem molesta — que o homem não presta, não presta, meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais&lt;br /&gt;Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação&lt;br /&gt;E sonham exaltadas nos quartos humildes&lt;br /&gt;Os olhos perdidos e o seio na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade da mulher no primeiro coito&lt;br /&gt;Onde se cria a primeira alegria da Criação&lt;br /&gt;E onde se consuma a tragédia dos anjos&lt;br /&gt;E onde a morte encontra a vida em desintegração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade da mulher no instante do parto&lt;br /&gt;Onde ela é como a água explodindo em convulsão&lt;br /&gt;Onde ela é como a terra vomitando cólera&lt;br /&gt;Onde ela é como a lua parindo desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas&lt;br /&gt;Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade&lt;br /&gt;Mas tende piedade também das mulheres casadas&lt;br /&gt;Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas&lt;br /&gt;Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas&lt;br /&gt;Mas que vendem barato muito instante de esquecimento&lt;br /&gt;E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas&lt;br /&gt;De corpo hermético e coração patético&lt;br /&gt;Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçadas&lt;br /&gt;Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres&lt;br /&gt;Que ninguém mais merece tanto amor e amizade&lt;br /&gt;Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade&lt;br /&gt;Que ninguém mais precisa tanto alegria e serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras&lt;br /&gt;Que são crianças e são trágicas e são belas&lt;br /&gt;Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam&lt;br /&gt;E que têm a única emoção da vida nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse&lt;br /&gt;Ter piedade de si mesma e da sua louca mocidade&lt;br /&gt;E outra, à simples emoção do amor piedoso&lt;br /&gt;Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas&lt;br /&gt;A vida fere mais fundo e mais fecundo&lt;br /&gt;E o sexo está nelas, e o mundo está nelas&lt;br /&gt;E a loucura reside nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende piedade, Senhor, das santas mulheres&lt;br /&gt;Dos meninos velhos, dos homens humilhados — sede enfim&lt;br /&gt;Piedoso com todos, que tudo merece piedade&lt;br /&gt;E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7428831884997828369?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7428831884997828369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/elegia-desesperada-o-desespero-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7428831884997828369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7428831884997828369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/elegia-desesperada-o-desespero-da.html' title='Elegia desesperada (O desespero da piedade)'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7115623967645161894</id><published>2011-12-12T18:11:00.003-08:00</published><updated>2011-12-12T18:12:45.227-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus em todos os lugares e palavras'/><title type='text'>Pensando em Jesus</title><content type='html'>&lt;br /&gt;• Senhor, dai aos jovens grandeza interior para compreenderem suas famílias, seus educadores, seus amigos e nossa sociedade, elevando seu espírito a Ti no verdadeiro Amor Cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Que a divina Luz que guiou os príncipes Melchior, Baltazar e Gaspar nos ilumine para não errarmos o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aquele que carrega dentro de si o verdadeiro ensinamento do Cristo, “Ama teu próximo como a ti mesmo”, é capaz de mudar tudo a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Seus olhos eram doces como amêndoas, mas capazes de penetrar profundamente nas almas humanas a ponto de modificá-las por toda a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7115623967645161894?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7115623967645161894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pensando-em-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7115623967645161894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7115623967645161894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pensando-em-jesus.html' title='Pensando em Jesus'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3537648106866132292</id><published>2011-12-12T18:11:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:12:45.220-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus em todos os lugares e palavras'/><title type='text'>Amigos - Oração</title><content type='html'>Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho muitos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho dois olhos que conseguem perceber nos meus amigos, qualquer problema, dificuldade ou necessidade.&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho um coração que cheio de amor comanda meu cérebro para atender às necessidades que meus olhos viram.&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho duas pernas que, atendendo ao apelo do meu coração e à ordem do meu cérebro, me levam até os amigos carentes.&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho duas mãos que sabem afagar e levantar os amigos necessitados.&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho dois ouvidos capazes de ouvirem pacientemente os queixumes, angústias e problemas de meus amigos aflitos.&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque tenho uma boca que procura falar o necessário para reanimar, confortar e orientar meus amigos em dificuldades.&lt;br /&gt;Eu te agradeço, meu Deus, porque quando também eu me encontro carente, não podendo receber dos amigos o mesmo olhar, porque estão atarefados; o mesmo pensamento, porque estão preocupados com suas obrigações; a visita, porque têm dificuldades de locomoção; o reerguimento, porque estão estafados pela jornada de trabalho; a atenção, porque não dispõem de tempo; a palavra confortante, pela falta de conhecimento; eu fico satisfeito em saber que misericordiosamente iluminas meus caminhos, para que eu enxergue com mais amor; intuis meu espírito, para que minhas decisões sejam mais frutíferas no terreno da fraternidade; guias meus passos, para que eu possa mais rapidamente realizar meu trabalho; energizas meus braços, para que eu possa melhorar meus entendimentos; facilitas minhas palavras, para que eu possa transmitir com mais eficiência a paciência, o amor e a humildade de Jesus Cristo, tornando-me assim, digno de Tua misericórdia e retribuindo na caridade um pouquinho do muito que recebo de Ti.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3537648106866132292?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3537648106866132292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/amigos-oracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3537648106866132292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3537648106866132292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/amigos-oracao.html' title='Amigos - Oração'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3082286426433144184</id><published>2011-12-12T18:10:00.003-08:00</published><updated>2011-12-12T18:12:45.215-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus em todos os lugares e palavras'/><title type='text'>One of us - Joan Osborne</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Se Deus tivesse um nome, qual seria?&lt;br /&gt;E como você o chamaria na sua frente?&lt;br /&gt;Se você se encontrasse com ele em toda sua glória&lt;br /&gt;O que você perguntaria se tivesse apenas uma pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Deus é maravilhoso&lt;br /&gt;É Deus é bom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Deus fosse um de nós?&lt;br /&gt;Apenas um idiota qualquer como nós&lt;br /&gt;Apenas um estranho no ônibus&lt;br /&gt;Tentando voltar para casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus tivesse um rosto, como seria?&lt;br /&gt;E você gostaria de vê-lo?&lt;br /&gt;Se vê-lo significasse&lt;br /&gt;Se para vê-lo você tivesse que acreditar em coisas como paraíso&lt;br /&gt;E em Jesus e os santos e todos os profetas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Deus é maravilhoso&lt;br /&gt;É Deus é bom&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3082286426433144184?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3082286426433144184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/one-of-us-joan-osborne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3082286426433144184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3082286426433144184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/one-of-us-joan-osborne.html' title='One of us - Joan Osborne'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-616148870849757225</id><published>2011-12-12T18:10:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:12:45.225-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus em todos os lugares e palavras'/><title type='text'>Pegadas na areia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Poema escrito em 1936 por Mary Stevenson que recebeu os direitos autorais da obra em 1984 depois de muita luta para provar que o poema era de sua autoria.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Versão diferente das encontradas na Internet)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tive um sonho, um sonho que nunca sonhei em minha vida.&lt;br /&gt;Sonhei que na tela do céu, estava sendo retratado um filme, e que este filme era justamente o da minha vida, onde todos os dias, desde o início até hoje, foram representados como pegadas na areia, duas, uma minha e outra do Senhor.&lt;br /&gt;E com o passar do filme percebi, que olhando para trás, em alguns momentos da minha vida, só havia uma pegada, e esses momentos coincidiam justamente com os momentos de maior sofrimento, de maior dor, de maior angústia.&lt;br /&gt;Então, eu parei e perguntei ao Senhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, tu me disseste que estarias comigo durante toda a minha caminhada, fosse nos momentos difíceis ou nos fáceis, e eu aceitei caminhar com o Senhor. Mas, então, por que nos instantes mais difíceis o Senhor me abandonou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Ele me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, eu te amo. Quando falei que iria te acompanhar durante toda a tua vida, te acompanhei. Quando tu viste, nos piores momentos de tua vida, somente uma pegada, não foram os dias em que te abandonei, e sim, foram os dias em que te carreguei.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-616148870849757225?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/616148870849757225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pegadas-na-areia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/616148870849757225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/616148870849757225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/pegadas-na-areia.html' title='Pegadas na areia'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7932176200200907865</id><published>2011-12-12T18:09:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T18:12:45.230-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus em todos os lugares e palavras'/><title type='text'>Minha mensagem</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Você corre, almoça, trabalha...&lt;br /&gt;Você passa e não me vê.&lt;br /&gt;Você grita, canta, chora, você para.&lt;br /&gt;Você ama, você sorri, você nunca me chama.&lt;br /&gt;Você se entristece, agora se acalma e não me agradece.&lt;br /&gt;Você tem tudo e não me dá nada.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você desperdiça o dinheiro e não me dá uma palavra.&lt;br /&gt;Você sente amor, sente tudo, menos a minha presença.&lt;br /&gt;Você estuda e não me entende, ganha e não me ajuda, canta e não me alegra.&lt;br /&gt;Você é inteligente e não sabe de mim.&lt;br /&gt;Você faz tudo o que os outros ordenam,&lt;br /&gt;Mas não faz o que eu peço com humildade.&lt;br /&gt;Você quebra tantos galhos para os amigos,&lt;br /&gt;Mas não me tira um espinho da testa.&lt;br /&gt;Você reclama tanto da vida,&lt;br /&gt;Mas não sabe que a minha é triste por sua crueldade.&lt;br /&gt;Você entende todas as transações do mundo,&lt;br /&gt;Mas não entende a minha mensagem.&lt;br /&gt;Você fala mal das pessoas,&lt;br /&gt;Mas não sabe que eu conheço toda a sua vida.&lt;br /&gt;Você enfrenta muitos obstáculos na vida, é forte, tem coragem,&lt;br /&gt;Mas que pena, embora não admita, tem medo de mim.&lt;br /&gt;Você não sente vergonha de se despir diante de ninguém,&lt;br /&gt;mas tem medo de tirar a máscara diante de mim.&lt;br /&gt;Você corre no seu carro,&lt;br /&gt;Mas não corre para meus braços.&lt;br /&gt;Você é um corpo no mundo e eu sou um mundo no seu corpo.&lt;br /&gt;Eu sou alguém que todos os dias bate em sua porta e pergunta: - tem lugar para mim, em seu coração?&lt;br /&gt;Estou presente em todos os lugares,&lt;br /&gt;Todas as coisas, mas só posso estar vivo em seu coração.&lt;br /&gt;EU SOU JESUS CRITO.&lt;br /&gt;O que eu quero?&lt;br /&gt;Simplesmente que você me aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7932176200200907865?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7932176200200907865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/minha-mensagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7932176200200907865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7932176200200907865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/minha-mensagem.html' title='Minha mensagem'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-5815247532017745897</id><published>2011-12-12T18:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T18:01:21.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MÔNICA BANDEIRA'/><title type='text'>Paralelas</title><content type='html'>&lt;h3 style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: normal; line-height: 19px;"&gt;Ainda respiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 19px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar do mau cheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda resisto,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar do cansaço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda luto,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de ter perdido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda choro,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de ter secado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda reclamo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de satisfeita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda imploro,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de ter conseguido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda desejo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de ter saboreado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda continuo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de acabado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda sinto,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar das anestesias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda sorrio,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar das mágoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda quero,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de ter tido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda sofro,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar do ânimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda sou,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar de já ter sido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda vivo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;apesar de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mônica Bandeira - Anos 80&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-5815247532017745897?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/5815247532017745897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/ainda-respiro-apesar-do-mau-cheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5815247532017745897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5815247532017745897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/ainda-respiro-apesar-do-mau-cheiro.html' title='Paralelas'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3883584786398841422</id><published>2011-12-12T17:55:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T17:55:14.995-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><title type='text'>Taiguara o Revolucionário</title><content type='html'>&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TAIGUARA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Taiguara, cantor que ergueu sua voz contra a ditadura militar de 1964 a 1989. Morreu em 1996, vítima de um câncer na bexiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;MENSAGEM DE NATAL&lt;br /&gt;(gravada na Rádio Antena 1 de São Paulo, em 28/10/1983)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mil, novecentos e oitenta e três anos, nasceu um homem, que combateu todas as injustiças. Seu pai o viu sofrer e sangrar na cruz, diante dos lacaios criminosos de um império em ruínas. Hoje, aqui, estamos na mesma luta contra impérios semelhantes, porém, com muito mais esperança. Vamos construir a partir deste Nata, nos lares, nas fábricas, nas ruas e nos campos, um mundo sem imperialismo e sem as guerras entre os povos. Vamos renascer no Ano Novo de um homem novo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;QUE AS CRIANÇAS CANTEM LIVRES&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e atravessa as avenidas&lt;br /&gt;E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé&lt;br /&gt;E o vento forte quebra as telhas e vidraças&lt;br /&gt;E o livro sábio deixa em branco o que não é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não ser essa mulher o que te falta&lt;br /&gt;Pode não ser esse calor o que faz mal&lt;br /&gt;Pode não ser essa gravata o que sufoca&lt;br /&gt;Ou essa falta de dinheiro que é fatal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê como um fogo brando funde um ferro duro&lt;br /&gt;Vê como o asfalto é teu jardim se você crê&lt;br /&gt;Que há sol nascente avermelhando o céu escuro&lt;br /&gt;Chamando os homens pro seu tempo de viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que as crianças cantem livres sobre os muros&lt;br /&gt;E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor&lt;br /&gt;E que o passado abra os presentes pro futuro&lt;br /&gt;Que não dormiu e preparou o amanhecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3883584786398841422?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3883584786398841422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/taiguara-o-revolucionario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3883584786398841422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3883584786398841422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/taiguara-o-revolucionario.html' title='Taiguara o Revolucionário'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3976182740330854651</id><published>2011-12-12T17:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T17:50:20.167-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hilda Furacão - Inesquecível'/><title type='text'>Cintura Fina fala sobre as mulheres</title><content type='html'>Mulher gosta mesmo de apanhar! Eu to pra ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês são todas iguais. Vai dar confiança pra homem. Tirou o porco da lama e deitou no lugar do porco.&lt;br /&gt;Mulher que é mulher, a mulher de verdade é sempre rainha! Ela está sempre lá, em cima do salto alto, superior. Ela passa e deixa um perfume, um rastro no ar. Promete, mas não cumpre. Oferece uma certeza com uma mão e uma dúvida com a outra.&lt;br /&gt;Homem não gosta de paparico.&lt;br /&gt;Quer ver ele ficar caidinho por você? Pisa em cima dele com um bom salto 9 ½ e finge que nem está percebendo que está pisando em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3976182740330854651?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3976182740330854651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/cintura-fina-fala-sobre-as-mulheres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3976182740330854651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3976182740330854651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/cintura-fina-fala-sobre-as-mulheres.html' title='Cintura Fina fala sobre as mulheres'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-9120876169549362642</id><published>2011-12-12T17:48:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T17:48:49.299-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hilda Furacão - Inesquecível'/><title type='text'>Hilda Furacão e o Frei Malthus</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HILDA FURACÃO E O FREI MALTHUS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca me afastei de Deus, apesar de tudo. Nunca. Posso até dizer que fui mais testada que muito mais gente que eu, que se diz merecedora sem nunca ter passado por nada.&lt;br /&gt;Pelo que é que você passou? Você nunca passou por nada.&lt;br /&gt;Pra todo mundo eu sou Hilda Furacão, menos para mim mesma.&lt;br /&gt;Ninguém pode amar Hilda Furacão como eu queria que alguém me amasse, nem mesmo um Padre. Nem mesmo um Padre que enche a boca pra dizer que ama a humanidade, que vive para a humanidade.&lt;br /&gt;É muito fácil amar a humanidade!&lt;br /&gt;Eu quero ver você amar as pessoas de verdade. As pessoas que tem cheiro, que tem cor, que andam, que fazem tudo errado.&lt;br /&gt;Desses, você não consegue chegar perto, quanto mais amar!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-9120876169549362642?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/9120876169549362642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/hilda-furacao-e-o-frei-malthus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/9120876169549362642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/9120876169549362642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/hilda-furacao-e-o-frei-malthus.html' title='Hilda Furacão e o Frei Malthus'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3519002157020346903</id><published>2011-12-11T19:25:00.001-08:00</published><updated>2011-12-12T17:40:57.005-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice Lispector'/><title type='text'>A Quinta História</title><content type='html'>Esta história poderia chamar-se "As Estátuas". Outro nome possível é "O Assassinato". E também "Como Matar Baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.&lt;br /&gt;A primeira, "Como Matar Baratas", começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de - dentro delas. Assim fiz. Morreram.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;A outra história é a primeira mesmo e chama-se "O Assassinato". Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos cantos enquanto a gente dorme, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.&lt;br /&gt;A terceira história que ora se inicia é a das "Estátuas". Começei dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco de comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer de Pompéia. Sei como foi esta última noite. Sei da orgia do escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e como tal, tal olhar de censura magoada. Outras - subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! - essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te...&lt;br /&gt;Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: "é que olhei demais para dentro de mim" é que olhei demais para dentro de..." - de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.&lt;br /&gt;A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma nova população lenta e viva em fila indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? No vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem adeus, e certa de que qualquer escolha seria do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: "Esta casa foi dedetizada".&lt;br /&gt;A quinta história chama-se "Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia". Começa assim : queixei-me de baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3519002157020346903?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3519002157020346903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/quinta-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3519002157020346903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3519002157020346903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/quinta-historia.html' title='A Quinta História'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-1053374698114029861</id><published>2011-12-11T19:23:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T17:41:05.060-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice Lispector'/><title type='text'>Perdoando a Deus</title><content type='html'>Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade.&lt;br /&gt;Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.&lt;br /&gt;E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.&lt;br /&gt;Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva.&lt;br /&gt;Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais.&lt;br /&gt;Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação.&lt;br /&gt;... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.&lt;br /&gt;É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê.&lt;br /&gt;E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza?&lt;br /&gt;Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade clandestina, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-1053374698114029861?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/1053374698114029861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/perdoando-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1053374698114029861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1053374698114029861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2011/12/perdoando-deus.html' title='Perdoando a Deus'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8330003310548964273</id><published>2009-08-23T18:06:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:41:15.931-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Critique'/><title type='text'>PT Saudações</title><content type='html'>JORNAL O INFORMATIVO DO VALE&lt;br /&gt;ANO 40 - Nº 9015 - Vale do Taquari, Lajeado, edição de sexta-feira, 21 de agosto de 20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21/8/2009 1h36m - Painel &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (versão impressa) &lt;br /&gt;Paulo Gregory (Advogado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;ois, sus&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;entei a baliza até que minha bandeira ficasse rota e sobrasse só a corda. &lt;br /&gt;Esteve hasteada na chuva, no sol, no vento e na seca. A cada clarinada, estava sempre no &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;osto. A cada subida da minha bandeira, eu can&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ava acomPanhado da orquesTra da minha consciência: “De &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;é óh ví&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;imas da fome...”.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Agora é hora de recolher o mastro, a corda e o ilhós que sobrou. É &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;reciso &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;er coragem para assumir a covardia. Essa luta está &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;erdida. Não faz qualquer sen&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ido continuar. Por isso, o&lt;strong&gt;PT&lt;/strong&gt;o pela covardia e vou “estufar a gandola”.&lt;br /&gt;Ver os que se diziam com&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;anheiros, pegar as cuecas sujas dos dólares para limpar um bigode que es&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;á mais imundo ainda, é o fim. Pois que fiquem com a cueca e com o “freio de bicicleTa” que ficou nela.&lt;br /&gt;O senador Arnts disse que jogaram a ética no lixo. &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;ior, senador! No lixo ainda dá para reciclar. Onde jogaram, o meio ambien&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;e deveria multar. Quem troca a ética &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;or um bigode sujo é porque considera a é&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ica mais fedida que o bigode.&lt;br /&gt;E a o&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;osição? Fede &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ambém!&lt;br /&gt;Não sou dualista. Já afirmei isso. Não me serve a dicotomia de: ou se é situação ou se é o&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;osição. De&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;esto os cartesianos &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;orque possuem uma compreensão limitada da vida e de &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;udo. “ou se é X ou se é Y”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;refiro ser um burro, que anda quando se pendura o pas&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;o na vara e se coloca na sua frente &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;ara que ele, perseguindo a comida, vá em frente.&lt;br /&gt;Me &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ornei um burro exigente. O &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;as&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;o que me botam não me seduz. Já conheço o seu gosto e, podem crer, é amargo.&lt;br /&gt;Fui! E como diz o meu amigo Luis Conrad: “Lavo em sal as feridas”.&lt;br /&gt;Fui! E indo, &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;eço desculpas a &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;odos que seduzi com o discurso do novo homem e da nova sociedade.  &lt;br /&gt;Fui! E vou cuidar da minha horta, dos meus amores, dos meus amigos, com uma única certeza: no começo, eu não estava errado.&lt;br /&gt;Fui! E me despeço com uma dúvida de corno manso: onde foi que eu errei?&lt;br /&gt;Fui, e risquem meu nome e &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;odem colocar do lado, entre parên&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;eses: (covarde consciente).&lt;br /&gt;Fui, e como ainda não riscaram, tenho o direito, &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;elo &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;empo que sustentei a baliza, de escrever pela última vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PT SAUDAÇÕES&lt;/strong&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8330003310548964273?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8330003310548964273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/08/pt-saudacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8330003310548964273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8330003310548964273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/08/pt-saudacoes.html' title='PT Saudações'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6590716065710926981</id><published>2009-08-23T17:53:00.001-07:00</published><updated>2011-12-12T17:41:23.804-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Critique'/><title type='text'>Eles voltam</title><content type='html'>ELES VOLTAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no Guia, em O Estado de S. Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fumantes voltarão. Não se anime, caro leitor, a comemorar seu ar mais puro. Os fumantes voltarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, eles não tinham causa ou método que unisse a classe. Era cada um por si, baforando sem união nem sentido do coletivo (palavra bonita, coletivo. Está se usando). Agora, encontraram um inimigo comum: o teto. Onde tem teto, não tem fumante. Até marquise os espanta. Em lugar de dissipar, a medida deu agenda ao grupo. Topa-se com eles nas ruas e calçadas, tramando como locomotivas urgentes.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Em suas reuniões relâmpago, têm a chance de debater os ataques à categoria, comentar esta segregação aplaudida nos jornais. E percebem o impacto que suas escapadelas têm nas empresas onde trabalham. Eis aí o principal aliado dos fumantes: a força do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem unir-se às lavanderias, que perdem parte do faturamento com nossas roupas livres da fumaça, cheirando bem por dias a fio. Todo um segmento comercial ameaçado. Um terno frequenta a semana inteira de festas, reuniões e barzinhos sem ir para o tanque. Lavanderias no prejuízo: o primeiro aliado dos fumantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é Alberto, do RH. Um rapaz ambicioso, magrinho, que já está calculando quanto as empresas perdem com seus fumantes descendo até a rua durante o dia. Tomando elevadores lentos, enfrentando filas de fumódromos. Os cálculos de Alberto estão avançados, em breve a FIESP vai receber o dossiê do dinheiro que o mercado queima tirando funcionários que fumam dos seus postos de trabalho. “Dinheiro que o mercado queima” e “postos de trabalho” são expressões do Alberto. Esse vai longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra possibilidade descoberta pelos fumantes é o ramo imobiliário: andares baixos para alguel comercial. “Vão aumentar de preço” diz um companheiro empolgado. “Antes só andares altos eram valorizados. Agora os de baixo também serão: dá pra ir fumar pela escada”. “Escada?”, grita outro. “Com quê fôlego?” O grupo logo rejeita a ideia do companheiro, um pelego de apenas dois cigarros por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fumantes também se sentem mais protegidos da gripe suína: ficam menos tempo em ambientes fechados. O problema é que já aparecem hipocondríacos se passando por fumantes apenas para saírem do ar viciado dos escritórios. O grupo já aprendeu a identificá-los nos encontros: usam alquinho o tempo todo e o cigarro está quase sempre apagado. São expulsos a baforadas cancerígenas, pois podem espalhar dados sigilosos dos planos. E aí o mundo estaria de vez nas mãos dos não-fumantes. Também, com tantos dedos livres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado por André Laurentino &lt;br /&gt;http://andrelaurentino.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6590716065710926981?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6590716065710926981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/08/eles-voltam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6590716065710926981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6590716065710926981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/08/eles-voltam.html' title='Eles voltam'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-5110145210040999114</id><published>2009-08-06T13:01:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:41:31.916-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice Lispector'/><title type='text'>A carta</title><content type='html'>Trata-se de uma carta que Clarice Lispector escrevera a uma de suas irmãs, em 1947, quando estava em Berna, Suiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berna, 2 de janeiro de 1947&lt;br /&gt;Querida, Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perde o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades - depois disso fica-se um pouco um trapo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar e contar experiências minhas e dos outros. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Eu mesma não queria contar a você como estou agora, porque achei inútil. Pretendia apenas lhe contar o meu novo caráter, um mês antes de irmos para o Brasil, para você estar prevenida. Mas espero de tal forma que no navio ou avião que nos leva de volta eu me transforme instantaneamente na antiga que eu era, que talvez nem fosse necessário contar. Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu... em que pese a dura comparação... Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. Espero que no navio que me leve de volta, só a idéia de ver você e de retomar um pouco minha vida - que não era maravilhosa mas era uma vida - eu me transforme inteiramente.&lt;br /&gt;Uma amiga, um dia, encheu-se de coragem, como ela disse e me perguntou: "Você era muito diferente, não era?". Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou esta calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinqüenta anos. Tudo isso você não vai ver nem sentir, queira Deus. Não haveria necessidade de lhe dizer, então. Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você mesma uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver.&lt;br /&gt;Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para mim. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua Clarice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoando Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade.&lt;br /&gt;Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo.&lt;br /&gt;Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.&lt;br /&gt;E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.&lt;br /&gt;Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva.&lt;br /&gt;Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais.&lt;br /&gt;Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação.&lt;br /&gt;... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.&lt;br /&gt;É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê.&lt;br /&gt;E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza?&lt;br /&gt;Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade clandestina, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quinta História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história poderia chamar-se "As Estátuas". Outro nome possível é "O Assassinato". E também "Como Matar Baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.&lt;br /&gt;A primeira, "Como Matar Baratas", começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de - dentro delas. Assim fiz. Morreram.&lt;br /&gt;A outra história é a primeira mesmo e chama-se "O Assassinato". Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía  casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos cantos enquanto a gente dorme, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.&lt;br /&gt;A terceira história que ora se inicia é a das "Estátuas". Começei dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco de comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer de Pompéia. Sei como foi esta última noite. Sei da orgia do escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e como tal, tal olhar de censura magoada. Outras - subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! - essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te...&lt;br /&gt;Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: "é que olhei demais para dentro de mim" é que olhei demais para dentro de..." - de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.&lt;br /&gt;A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma nova população lenta e viva em fila indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? No vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem adeus, e certa de que qualquer escolha seria do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: "Esta casa foi dedetizada".&lt;br /&gt;A quinta história chama-se "Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia". Começa assim : queixei-me de baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-5110145210040999114?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/5110145210040999114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/08/clarice-lipector.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5110145210040999114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5110145210040999114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/08/clarice-lipector.html' title='A carta'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-2411531388330932332</id><published>2009-07-03T07:30:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:42:15.329-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rubem Alves'/><title type='text'>O Barbazul</title><content type='html'>(&lt;em&gt;Estórias são parábolas. Não podem ser tomadas literalmente. Eu usei uma figura masculina como figura central – o Barbazul – porque estou reescrevendo e transformando a velhíssima estória do Barba Azul, cheia de violências e assassinatos. Mas seria possível escrever uma estória com a mesma trama tendo uma mulher como a figura central)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Barbazul &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia num país, não me recordo se próximo ou distante, um homem que todos conheciam pelo apelido Barbazul. Era um homem de rara beleza. Do seu rosto o que mais impressionava eram os olhos, de um azul profundo, dos quais saía uma luz azul que envolvia sua barba numa aura azulada, razão do seu apelido.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Barbazul era um homem rico. Vivia num castelo. Numa das extremidades do seu castelo havia uma torre de sete patamares, trancados a sete chaves. Era uma torre misteriosa, interditada ao público, e sobre o que havia nela circulavam as estórias mais escabrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbazul era um homem solitário. Nunca se casara. Tão bonito, tão rico: por que nunca se casara? – era a pergunta que todos faziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas eram as mulheres, lindas mulheres, que por ele se apaixonavam. E Barbazul não se esquivava. Aceitava as sugestões contidas nos sorrisos... A princípio era um simples namorico, os dois passeando pelos bosques... Mas sempre chegava o momento quando a jovem lhe dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gostaria de me casar com você...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Casamento é coisa muito séria“, dizia Barbazul. “Só devem se casar pessoas que se conhecem profundamente. E só existe uma forma de as pessoas se conhecerem: é preciso que vivam juntas. Você viveria comigo, no meu castelo, mesmo sem nos casarmos? Eu no meu quarto, você no seu... Até nos conhecermos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim acontecia. A jovem ia viver com Barbazul no seu castelo, cada um no seu quarto. Comiam juntos, passeavam, conversavam... Barbazul era um homem extremamente fino e delicado. Mas sempre acontecia a mesma coisa: depois de um mês assim vivendo Barbazul se dirigia à jovem e lhe dizia: “Vou fazer uma viagem de sete dias. Nesses dias você tem permissão para visitar a ‘Torre dos Sete Patamares‘. Aqui estão as sete chaves... Durante a sua visita você deverá segurar a chave do patamar que você estará visitando na sua mão esquerda, fechada com bastante força. Isso é muito importante. Porque as chaves têm propriedades mágicas...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas palavras ele partia e a jovem ficava só, com as sete chaves na mão, e a Torre dos Sete Patamares a ser visitada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcorridos sete dias Barbazul regressava e após o abraço do reencontro perguntava:&lt;br /&gt;“Visitou a Torre dos Sete Patamares?“&lt;br /&gt;“Sim. Visitei todos os patamares...“, a jovem respondia alegremente.&lt;br /&gt;“Você gostou?“&lt;br /&gt;“Eu os achei maravilhosos!“&lt;br /&gt;Barbazul insistia:&lt;br /&gt;“Todos eles?“&lt;br /&gt;“Sim, todos eles...“&lt;br /&gt;“Então“, concluía com um sorriso, “é hora de você me devolver as sete chaves, aquelas que você apertou na mão esquerda, o lado do coração. Como eu lhe disse, elas são mágicas... Elas vão me contar o que você sentiu...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assentava-se então numa poltrona, fechava os olhos, e segurava as chaves na sua mão esquerda, uma de cada vez. A magia das chaves estava nisso: elas o faziam sentir, ao segurá-las, o mesmo que a jovem havia sentido, na sua visita aos sete patamares da torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de olhar para o seu rosto era possível perceber os sentimentos guardados na chave que segurava. Eram sentimentos os mais variados, todos os que existem no leque que vai da alegria até a tristeza. As jovens sempre se emocionavam ao visitar os patamares da torre... Com uma exceção. Ao segurar a sétima chave o sorriso de Barbazul desaparecia e, no seu lugar, aparecia enfado e tédio. Era isso que a jovem havia sentido no sétimo patamar: enfado e tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não“, dizia ele à jovem. “Não poderemos nos casar. Comigo você será para sempre infeliz. O que há de mais fundo em mim, para você é tédio e enfado.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem outras explicações levava a jovem à casa de seus pais, não sem antes enchê-la com os presentes que trouxera da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era sempre assim.&lt;br /&gt;Foi então que aconteceu...&lt;br /&gt;Era o entardecer, o sol se pondo no horizonte. O mar estava maravilhosamente azul. Barbazul caminhava na praia, como sempre fazia, pés descalços... Viu, ao longe, uma jovem que caminhava sozinha, molhando os seus pés na espuma do mar. Era uma cena linda, digna de uma tela de Monet: uma jovem sozinha, vestes brancas na areia branca, contra o azul do céu e o azul do mar... Ela caminhava na sua direção, distraída. Mas parecia não vê-lo, tão absorta se encontrava. Ela se assustou quando o viu...&lt;br /&gt;“Eu a assustei?“, ele perguntou.&lt;br /&gt;“Eu estava distraída“, ela disse, se desculpando.&lt;br /&gt;“Qual é o seu nome?“&lt;br /&gt;“O meu nome? Stella Maris...“&lt;br /&gt;“Chamam-me de Barbazul, por causa da cor da minha barba...“&lt;br /&gt;Eles riram.&lt;br /&gt;Ela não era bonita. Mas a cena era bonita, bonitos eram seus olhos, bonita era a sua voz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbazul ouviu músicas no seu coração. E foi assim que caminharam juntos de pés descalços ao sol poente, caminhadas que vieram a se repetir a cada novo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, numa dessas caminhadas, Barbazul falou o que nunca falara.&lt;br /&gt;“Você não quer morar comigo no meu castelo?“&lt;br /&gt;“Você está pedindo que eu me case com você?“, ela perguntou.&lt;br /&gt;“Não. Estou pedindo que você venha morar comigo. Depois de morar comigo, quem sabe, descobriremos que as nossas solidões poderão caminhar juntas pela vida...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, ela foi morar no castelo do Barbazul. E aconteceu exatamente como acontecia com todas as outras: passado um tempo Barbazul anunciou uma viagem de sete dias e lhe deu as sete chaves com a mesma recomendação. E partiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia Stella Maris tomou a primeira chave, abriu a porta do primeiro patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um enorme salão de festas cheio de gente. A orquestra tocava valsas alegres e as pessoas dançavam e riam. Parecia que todos estavam leves e felizes. Stella Maris dançou também e se sentiu leve e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia Stella Maris tomou a segunda chave, abriu a porta do segundo patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um salão de banquetes onde se serviam as mais deliciosas comidas e se bebiam os vinhos mais caros. Muitos eram os comensais, mas não tantos quantos havia no salão de festas. Stella Maris juntou-se a eles, assentou-se, comeu, bebeu e se alegrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro dia Stella Maris tomou a terceira chave, abriu a porta do terceiro patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um parque cheio de crianças que brincavam dos mais variados brinquedos: balanços, gangorras, pipas, piões, cabo-de-guerra, pau de sebo, perna de pau, pula-corda, amarelinha, bolinhas de gude, bonecas, casinha, cabra-cega, escorregador, sela... Todas riam. Todas estavam felizes. Stella Maris se sentiu como criança e se juntou com elas, a brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto dia Stella Maris tomou a quarta chave, abriu a porta do quarto patamar e segurou a chave firmemente em sua mão. Era uma biblioteca com prateleiras cheias de livros. Havia livros de todos os tipos: livros de ciência, de história, de literatura, de poesia, de filosofia, de humor, de mistério, de crime, de ficção científica, de arte, de culinária, de sexo, de religião... Os rostos daqueles que, assentados às mesas, liam livros em silêncio, revelavam emoções que os livros continham: concentração, excitação, curiosidade, alegria, tristeza, riso... Stella Maris escolheu um livro de arte, pinturas de Monet. Vendo as ninféias de Monet ela se sentiu leve e diáfana e desejou ver uma ninféia num lago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quinto dia Stella Maris tomou a quinta chave, abriu a porta do quinto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma catedral gótica. A luz do sol se filtrava através dos vitrais coloridos e no silêncio do espaço vazio se ouvia o Requiem, de Fauré. E não eram muitas as pessoas que lá estavam. Havia rostos de súplica, rostos de sofrimento, rostos de paz. Stella Maris foi envolvida pelo silêncio, pelas cores dos vitrais, pela música... E a sua alma orou, chorou, agradeceu e sentiu paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sexto dia Stella Maris tomou a sexta chave, abriu a porta do sexto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um jardim japonês. Ouvia-se o barulho da água que caía na fonte onde nadavam carpas coloridas em meio às ninféias. As cerejeiras estavam floridas. Um velho hai-kai repentinamente floresceu: “Cerejeiras ao anoitecer – Hoje também já é outrora...“ (Issa). Poucas, muito poucas eram as pessoas que andavam pelo jardim. Stella Maris se assentou sob uma cerejeira florida e o seu pensamento parou. Não era necessário pensar. A beleza era tanta que ocupava todo o lugar onde moram os pensamentos. Experimentou o paraíso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sétimo dia Stella Maris tomou a sétima chave, abriu a porta do sétimo patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma ampla sala vazia, na penumbra. Ninguém, somente ela. O silêncio era absoluto. A solidão era absoluta. Dois móveis apenas, duas cadeiras. A que se encontrava no centro da sala era iluminada pela luz das velas de um candelabro que pendia do teto. Stella Maris assentou-se na cadeira que estava num canto, nas sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que um homem entrou por uma porta nos fundos. Vinha abraçado com um violoncelo. Sem dizer uma única palavra ele se assentou, arrumou o violoncelo entre as pernas, tomou o arco, concentrou-se e pôs-se a tocar. A melodia, em meio ao silêncio absoluto, sem nenhum ruído ou fala que a profanasse, era de tal pureza e pungência que lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Stella Maris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu que o seu corpo estava possuído pela beleza. Era como se ele, o seu corpo, fosse o instrumento de onde saía a música. Sim, ela já a ouvira: a Suíte n. 1, em sol maior para violoncelo, de Bach. Terminada a execução, o artista se levantou e se retirou sem nada dizer. Stella Maris permaneceu assentada, em silêncio; não queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então“, disse Barbazul sorridente, “visitou a Torre dos Sete Patamares?“&lt;br /&gt;“Visitei“, respondeu Stella Maris, entregando-lhe as chaves. Barbazul pediu para ficar sozinho e reclinando com os olhos fechados foi apertando as chaves, sucessivamente, com a mão esquerda, a mão do coração. No seu rosto se estampavam as emoções que Stella Maris havia tido em cada um dos patamares: leveza, alegria, riso, beleza, tristeza – até chegar ao último patamar, aquele que, ao segurar a sua chave, sentira o tédio e o enfado que as outras mulheres haviam sentido. O que é que Stella Maris teria sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, sentiu lágrimas rolando pelo seu rosto, as mesmas lágrimas que haviam rolado pelo rosto de Stella Maris. Era como se o seu corpo estivesse possuído pela beleza e fosse o instrumento do qual a música saía...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbazul sorriu. Permaneceu assentado, em silêncio; não queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Stella Maris, você quer se casar comigo“, ele perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Casar? Mas eu pensei que...“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, casar. Você compreendeu o que é a Torre dos Sete Patamares? É a minha alma. Cada patamar é um pedaço de mim. Lá se encontram os prazeres e alegrias humanos. Homens, mulheres e crianças se reúnem para compartilhar esses prazeres e alegrias. Mas, ao final da torre, há um lugar de solidão absoluta onde só entra uma pessoa de cada vez, eu permitindo. Aquele lugar é o fundo do meu coração. Quem não amar aquele lugar jamais me amará. Poderá até ser um companheiro de danças, de jantares, de discussões literárias, de brinquedos... Muitos podem ser bons companheiros. Mas, para me amar, é preciso amar a minha solidão. E aquela música é a forma sonora da minha solidão. Você a achou bela. Você permitiu que ela possuísse o seu corpo. E, por isso, eu a amo... Nossas solidões são amigas... Você quer se casar comigo?“&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-2411531388330932332?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/2411531388330932332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/07/rubem-alves-i.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2411531388330932332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2411531388330932332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/07/rubem-alves-i.html' title='O Barbazul'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-317798764803405093</id><published>2009-06-28T16:04:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:42:36.352-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arnaldo Jabor'/><title type='text'>Seja um idiota</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Seja um idiota&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idiotice é vital para a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hahahahahahahahaha!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dura, densa, e bem ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincar é legal. Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pule corda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:&lt;br /&gt;passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-317798764803405093?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/317798764803405093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/arnaldo-jabor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/317798764803405093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/317798764803405093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/arnaldo-jabor.html' title='Seja um idiota'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-1223541000533055526</id><published>2009-06-16T11:43:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:43:45.205-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alvares de Azevedo'/><title type='text'>Itália</title><content type='html'>&lt;em&gt;Em homenagem a uma pessoa muito especial, com um belo coração... Alê, que sua viagem seja cheia de alegrias... 16/06/2009&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ITÁLIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na terra da vida e dos amores&lt;br /&gt;Eu podia viver inda um momento...&lt;br /&gt;Adormecer ao sol da primavera&lt;br /&gt;Sobre o colo das virgens de Sorrento !&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Eu podia viver — e porventura&lt;br /&gt;Nos luares do amor amar a vida,&lt;br /&gt;Dilatar-se minh'alma como o seio&lt;br /&gt;Do pálido Romeu na despedida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia na sombra dos amores&lt;br /&gt;Tremer num beijo o coração sedento...&lt;br /&gt;Nos seios da donzela delirante&lt;br /&gt;Eu podia viver inda um momento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó anjo de meu Deus! se nos meus sonhos&lt;br /&gt;Não mentia o reflexo da ventura,&lt;br /&gt;E se Deus me fadou nesta existência&lt;br /&gt;Um instante de enlevo e de ternura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá entre os laranjais, entre os loureiros,&lt;br /&gt;Lá onde a noite seu aroma espalha,&lt;br /&gt;Nas longas praias onde o mar suspira&lt;br /&gt;Minh'alma exalarei no céu da Itália!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a Itália e morrer!... Entre meus sonhos&lt;br /&gt;Eu vejo-a de volúpia adormecida...&lt;br /&gt;Nas tardes vaporentas se perfuma&lt;br /&gt;E dorme, à noite, na ilusão da vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se eu devo expirar nos meus amores,&lt;br /&gt;Nuns olhos de mulher amor bebendo,&lt;br /&gt;Seja aos pés da morena Italiana,&lt;br /&gt;Ouvindo-a suspirar, inda morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na terra da vida e dos amores&lt;br /&gt;Eu podia viver inda um momento,&lt;br /&gt;Adormecer ao sol da primavera&lt;br /&gt;Sobre o colo das virgens de Sorrento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Itália! sempre a Itália delirante!&lt;br /&gt;E os ardentes saraus, e as noites belas!&lt;br /&gt;A Itália do prazer, do amor insano,&lt;br /&gt;Do sonho fervoroso das donzelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gôndola sombria resvalando&lt;br /&gt;Cheia de amor, de cânticos e flores...&lt;br /&gt;E a vaga que suspira à meia-noite&lt;br /&gt;Embalando o mistério dos amores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ama-te o sol, ó terra da harmonia,&lt;br /&gt;Do levante na brisa te perfumas:&lt;br /&gt;Nas praias de ventura e primavera&lt;br /&gt;Vai o mar estender seu véu d'escumas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai a lua sedenta e vagabunda&lt;br /&gt;O teu berço banhar na luz saudosa,&lt;br /&gt;As tuas noites estrelar de sonhos&lt;br /&gt;E beijar-te na fronte vaporosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pátria do meu amor! terra das glórias&lt;br /&gt;Que o gênio consagrou, que sonha o povo...&lt;br /&gt;Agora que murcharam teus loureiros&lt;br /&gt;Fora doce em teu seio amar de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar tuas montanhas e as torrentes&lt;br /&gt;E esse mar onde bóia alcion dormindo,&lt;br /&gt;Onde as ilhas se azulam no ocidente,&lt;br /&gt;Como nuvens à tarde se esvaindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde à noite o pescador moreno&lt;br /&gt;Pela baía no batel se escoa...&lt;br /&gt;E murmurando, nas canções de Armida,&lt;br /&gt;Treme aos fogos errantes da canoa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde amou Rafael, onde sonhava&lt;br /&gt;No seio ardente da mulher divina,&lt;br /&gt;E talvez desmaiou no teu perfume&lt;br /&gt;E suspirou com ele a Fornarina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E juntos, ao luar, num beijo errante&lt;br /&gt;Desfolhavam os sonhos da ventura&lt;br /&gt;E bebiam na lua e no silêncio&lt;br /&gt;Os eflúvios de tua formosura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó anjo de meu Deus, se nos meus sonhos&lt;br /&gt;A promessa do amor me não mentia,&lt;br /&gt;Concede um pouco ao infeliz poeta&lt;br /&gt;Uma hora da ilusão que o embebia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concede ao sonhador, que tão-somente&lt;br /&gt;Entre delírios palpitou d'enleio,&lt;br /&gt;Numa hora de paixão e de harmonia&lt;br /&gt;Dessa Itália do amor morrer no seio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! na terra da vida e dos amores&lt;br /&gt;Eu podia sonhar inda um momento,&lt;br /&gt;Nos seios da donzela delirante&lt;br /&gt;Apertar o meu peito macilento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-1223541000533055526?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/1223541000533055526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/alvares-de-azevedo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1223541000533055526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1223541000533055526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/alvares-de-azevedo.html' title='Itália'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-4253180647912004982</id><published>2009-06-13T18:17:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:45:42.687-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leif Kristiansson'/><title type='text'>Ser Feliz</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SER FELIZ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz é maravilhoso.&lt;br /&gt;É como ter um balão dentro de ti.&lt;br /&gt;E o balão está cheio de ar quente&lt;br /&gt;Tu ficas mais leve e quase a voar.&lt;br /&gt;Às vezes podes ser feliz&lt;br /&gt;Quando estás só&lt;br /&gt;Quando a primavera chega de repente&lt;br /&gt;E tu navegas no primeiro barco à vela do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Ou quando caem os primeiros flocos de neve do inverno&lt;br /&gt;E tocam docemente a tua cara molhada.&lt;br /&gt;Quando começas a pensar em alguém&lt;br /&gt;Que gosta de ti.&lt;br /&gt;Ou quando um amigo defende&lt;br /&gt;O que tu disseste ou fizeste.&lt;br /&gt;Às vezes sentes-te feliz&lt;br /&gt;Juntamente com os outros&lt;br /&gt;Quando estiveste longe &lt;br /&gt;E houve alguém que esteve à tua espera.&lt;br /&gt;Ou quando uma pessoa diz um segredo&lt;br /&gt;Que só nós sabemos.&lt;br /&gt;Quando sentado quieto&lt;br /&gt;Junto de outra pessoa&lt;br /&gt;Compreendes como ambos são amigos.&lt;br /&gt;És feliz &lt;br /&gt;Quando consegues finalmente fazer alguma coisa &lt;br /&gt;Que devias fazer&lt;br /&gt;Mas não ousavas.&lt;br /&gt;Mas ficaras mais feliz do que nunca&lt;br /&gt;Quando tornares feliz outra pessoa.&lt;br /&gt;Quando visitares alguém que está sozinho&lt;br /&gt;E tiveres tempo para ficar lá muito tempo.&lt;br /&gt;Ou fizeres alguma coisa por alguém&lt;br /&gt;Que foi duramente magoado.&lt;br /&gt;Então o balão sobe&lt;br /&gt;Redondo de alegria&lt;br /&gt;E voa até tocar as mãos de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-4253180647912004982?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/4253180647912004982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/leif-kristiansson.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4253180647912004982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4253180647912004982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/leif-kristiansson.html' title='Ser Feliz'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6329487747675800748</id><published>2009-06-13T17:40:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:46:09.545-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de crianças'/><title type='text'>Redação infantil</title><content type='html'>A água é uma substância fria e mole. Não tão fria quanto o gelo, nem tão mole quanto a gema do ovo, porque a gema do ovo arrebenta quando a gente molha o pão e a água não. &lt;br /&gt;A água é fria, mas só quando estamos dentro.&lt;br /&gt;A água do mar mexe muito, mas se a gente coloca ela numa bacia ela para logo.&lt;br /&gt;A água serve para beber, mas eu prefiro leite e papai prefere cerveja.&lt;br /&gt;Serve também para tomar banho e esse é o lado mais ruim da água.&lt;br /&gt;A água é doce quando está no rio e salgada quando está no mar. A água doce se chama assim mas não é doce, agora a água salgada é bastante salgada.&lt;br /&gt;A água de beber sai da bica, mas nunca vi como ela entra lá. &lt;br /&gt;Também no chuveiro a água sai fininha. Só não entendo como ela cai fininha quando chove, porque o céu não tem furinho. &lt;br /&gt;A água também serve pra gente pegar resfriado, que é quando ela escorre do nariz.&lt;br /&gt;Fora isso, não sei mais nada da água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6329487747675800748?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6329487747675800748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/redacao-infantil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6329487747675800748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6329487747675800748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/redacao-infantil.html' title='Redação infantil'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8479393064459232637</id><published>2009-06-13T17:34:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:46:22.141-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Coelho'/><title type='text'>O Guerreiro e o amor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O GUERREIRO E O AMOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o guerreiro não existe amor impossível. Ele não se deixa intimidar pelo silêncio, pela indiferença ou pela rejeição. Sabe que - atrás da máscara de gelo que algumas pessoas usam – existe uma criança que pede e precisa de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o guerreiro arrisca mais que os outros; sabe que só tem coragem de lutar pelos seus sonhos quem respeita seu coração. Ele busca incessantemente o amor de alguém – mesmo que isto signifique escutar muitas vezes a palavra “não”, voltar para casa com o sabor da derrota nos lábios, sentir-se rejeitado em corpo e alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um guerreiro não se deixa assustar quando busca o que precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que lhe trás alegria na vida é sua disposição para o combate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8479393064459232637?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8479393064459232637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/paulo-coelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8479393064459232637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8479393064459232637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/paulo-coelho.html' title='O Guerreiro e o amor'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-2555231692638378115</id><published>2009-06-13T17:24:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:46:51.501-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Piadas Infames</title><content type='html'>• Oração do corno&lt;br /&gt;Tomara que eu nunca seja.&lt;br /&gt;Mas se eu for, tomara que eu nunca desconfie.&lt;br /&gt;Se eu desconfiar, tomara que eu nunca tenha certeza.&lt;br /&gt;Se eu tiver certeza, tomara que eu nunca veja.&lt;br /&gt;Se eu ver, tomara que eu não faça nada&lt;br /&gt;Com essa pessoa que eu amo tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é preto, branco, preto, branco, preto, branco? Uma freira rolando a escadaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é amarelo-amarelo-amarelo, amarelo-amarelo-vermelho, amarelo-vermelho-vermelho, vermelho-vermelho-vermelho? Um pintinho no liquidificador (argh!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que dá na árvore, faz miau e é amarela? Uma banana confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é branco, grande e pode ser encontrado na beira da praia na Bahia? Um urso polar perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual a forma mais barata de conhecer a Itália? Nascendo lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é tanta? É um troduto da tota-tola que faz tontolencia com a tukita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual o cúmulo da paciência? Limpar a bunda do elefante com o cotonete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um pontinho verde e vermelho junto com um pontinho amarelo e preto no céu? Uma super azeitona de capa vermelha salvando um fandango louco que achava que era o Batman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que dá o cruzamento de um burro com uma tartaruga? Um português de capacete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que dá o cruzamento de uma borboleta com uma minhoca? Se voar é uma borbonhora. Se rastejar é uma minholeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um monte de pontinhos azuis na praia? Um arrastão de Smurfs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Porque sogra é igual Olimpíadas? Porque só é bom ver de quatro em quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que o Juiz toma quando está com dor de cabeça no julgamento? Um réumedio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Porque gorila tem nariz grande? Olha bem o tamanho do dedo dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual a diferença entre o elefante e o travesseiro? O elefante é paquiderme e o travesseiro é paquidorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quando o sapato ri? Quando ele acha graxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quem é o parente mais próximo da parede? O tiojolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Como chama o Viagra em Portugal? Ração para pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um pontinho branco na estrada? Um Uno Milho que estourou e virou pipoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que um peru disse para o outro na véspera do Natal? E ai, meu irmão, vai pra festa simples ou recheado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um pontinho verde na estrada? Um Volksvagen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é o cúmulo da miopia? Uma tartaruga se apaixonar por um capacete da PM,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que acontece quando duas centopéias se abraçam? Vira um zíper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Porque o Itamar Franco gostava tanto do Fusca? Porque ele não sabia dirigir Brasília (válida para todos os outros que vieram depois dele – rssss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Por que o umbigo não se dá com a umbiga? Porque eles bigam muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual a diferença entre a pulga e a mulher? Uma é um bicho desprezível que te suga. A outra é um insetozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual o lado de trás da árvore? Onde tem um monte de coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é muito amarelo e perigoso? Um canário de metralhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Por que o português tem o pinto roxo? Porque quando ele faz xixi ao invés de balançar ele torce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um pontinho preto com espada? Um bezorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Por que o Rubinho Barichelo paga IPTU do carro? Porque o carro dele é imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um tênis andando num rinque de Box? Um Nike Tison.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um macaco de celular, terno e pasta na mão? Um mico empresário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que o Bill Clinton fala pra mulher dele quando acaba de fazer sexo? Ele liga para ela e avisa que já está chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Porque quando o cara leva chifre e pula do prédio ele morre? Porque ele não levou asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual a semelhança entre a mulher e o lençol? Os dois são muito bons da cama para o tanque, do tanque para a cama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Como é a mulher macarrão? Você enrola, enrola e come.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um ponto marrom na cozinha? Um fogão brownstemp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um pontinho prata cheio de pontinho dourado? Um CD dos Golden Boys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que são dois pontinhos verdes no canto da sala? Uma ervilha de castigo ouvindo as broncas da azeitona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é um pontinho azul no banheiro? Um azul lejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Como uma loira faz pra usar um leque em dia de muito calor? Segura o leque e chacoalha a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que são dois pontinhos azuis voando? Blueblueletas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Como se mata uma manada de elefantes sem dar um tiro? Pinta-se as unhas de um dos elefantes de cor-de-rosa e os outros morrem de rir e ele de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual a diferença entre a namorada e a esposa? Vinte quilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual o lanche favorito do átomo? Pé-de-molécula. (Coisas de Rubens Gualdieri rsssss).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que é uma molécula? É uma menina sapécula. (Mais Rubens Gualdieri...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual o contrário de VOLÁTIL? Vem cá SOBRINHO! (Rubens, Rubens, Rubens...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Qual o controário de strogonOF? StrogonON! (Pelo amor de Deus... Rubens, vai trabalhar rssssssss)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• DICIONÁRIO DEFINITIVO&lt;br /&gt;Água: gelo derretido pelo calor&lt;br /&gt;Gelo: água dura de frio&lt;br /&gt;Bocejo: crítica sensorial&lt;br /&gt;Brisa: filhote de vento&lt;br /&gt;Chato: indivíduo que tem mais interesse em nós, que nós nele&lt;br /&gt;Dicionário: livro sem enredo, nem personagem, que serve para mostrar  quão vasta é a nossa ignorância.&lt;br /&gt;Economia rígida: um judeu (ou turco) morto&lt;br /&gt;Força de vontade: capacidade de comer um amendoim só&lt;br /&gt;Arrependido: pesa depois de falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• OS GRANDES PENSADORES&lt;br /&gt;Cretino: fala sem pensar&lt;br /&gt;Debilóide: nem pensa, nem fala&lt;br /&gt;Sábio: pensa antes de falar&lt;br /&gt;Sincero: pensa o que fala&lt;br /&gt;Você: pensa demais e fala demais no lugar de ficar com a boca fechada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• PERGUNTAS QUE AINDA PRECISAM DE RESPOSTA&lt;br /&gt;- Olho d’água tem pestana?&lt;br /&gt;- Boca da noite diz nome feio?&lt;br /&gt;- Se o diabo se comportar bem, vai para o céu?&lt;br /&gt;- Mudo tem palavra?&lt;br /&gt;- Um crítico vive numa situação crítica?&lt;br /&gt;- Um golpe de vista causa hemorragia?&lt;br /&gt;- A chapa de raio x foi a mais votada?&lt;br /&gt;- O peixe-espada é bom de esgrima?&lt;br /&gt;- Marmelada falsificada é marmelada?&lt;br /&gt;- O mata-borrão é um assassino?&lt;br /&gt;- Dá para lamber o pão-de-açúcar?&lt;br /&gt;- No corte de salário se coloca mertiolate?&lt;br /&gt;- Miolo de pão raciocina?&lt;br /&gt;- A barriga da perna não tem umbigo por quê?&lt;br /&gt;- Deve-se ter vergonha do que se vê a olho nu?&lt;br /&gt;- O bom aluno cola grau?&lt;br /&gt;- Um transatlântico atravessa o pacífico?&lt;br /&gt;- Um cego paga suas contas a vista?&lt;br /&gt;- Banana d’água mata sede?&lt;br /&gt;- Banana prata é encontrada em alguma mina?&lt;br /&gt;- Os esgrimistas comem manga-espada?&lt;br /&gt;- Em qual cabeleireiro são feitos os cachos de uva?&lt;br /&gt;- Um desenho ruim do Walt Disney é um desenho desanimado?&lt;br /&gt;- O rádio do antebraço pega FM?&lt;br /&gt;- Deve ser preso o cara que está armado de boa vontade?&lt;br /&gt;- O verso do papel foi feito por algum poeta?&lt;br /&gt;- Um desMaio pode acontecer em junho?&lt;br /&gt;- Na estada da vida se paga pedágio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• DICIONÁRIO ETMOLÓGICO&lt;br /&gt;- Comerciante: se alimenta adiante&lt;br /&gt;- Comensal: se alimenta de cloreto de sódio&lt;br /&gt;- Comichão: devora terra&lt;br /&gt;- Comover: maneira de olhar&lt;br /&gt;- Compenetrar: entrar com o pé&lt;br /&gt;- Convocação: o avô é filhote de tubarão&lt;br /&gt;- Demolição: aula do diabo&lt;br /&gt;- Desenvolta: dez pessoas em volta de uma&lt;br /&gt;- Desespero: aguardar uma dezena&lt;br /&gt;- Destroços: uma dezena de troços&lt;br /&gt;- Fanfarra: diversão de admiradores&lt;br /&gt;- Informação: ainda está em formação&lt;br /&gt;- Janota: começa a perceber&lt;br /&gt;- Jogador: sujeito que arrisca a dor alheia&lt;br /&gt;- Manutenção: nervosismo de irmão&lt;br /&gt;- Maratona: superfície do oceano&lt;br /&gt;- Marfim: onde acaba o oceano&lt;br /&gt;- Mortificar: transformar-se em morto&lt;br /&gt;- Penalizar: passar a mão nas plumas&lt;br /&gt;- Perverso: por estrofe&lt;br /&gt;- Veemente: assiste e não conta a verdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-2555231692638378115?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/2555231692638378115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/infames.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2555231692638378115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2555231692638378115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/infames.html' title='Piadas Infames'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-5727280503716812713</id><published>2009-06-13T13:55:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:47:47.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hilda Furacão - Inesquecível'/><title type='text'>Hilda Furacão</title><content type='html'>&lt;em&gt;Hilda Furacão - minissérie de Glória Perez, de 27 de maio a 23 de julho de 1998, conta a trajetória de Hilda Furacão, a mais desejada prostituta da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 50. Filha de uma tradicional família de classe média, Hilda escandalizou a sociedade mineira ao romper com a família e com as convenções fugindo no dia de seu casamento e indo refugiar-se entre as prostitutas.&lt;br /&gt;A minissérie foi uma adaptação do livro de Roberto Drummond, que por sua vez baseara-se na vida real de Hilda Furacão, que ele conhecera nos anos 50. Com a minissérie criou-se uma curiosidade sobre o paradeiro de Hilda, que há muito não se ouvia falar.&lt;br /&gt;A minissérie sofreu críticas de alguns setores da política. A seção regional do Partido Social Democrático (PSD), no Rio de Janeiro, pediu a suspensão da minissérie no estado. O partido alegava que a veiculação de imagens do Partido Comunista Brasileiro (PCB) feria a legislação eleitoral, porque o eleitor poderia confundir o partido do romance com aquele que participava das eleições presidenciais de 1998. Apesar das críticas, a minissérie não sofreu conseqüências que afestassem sua exibição. Em 2002 a minissérie foi lançada em DVD.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-5727280503716812713?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/5727280503716812713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/hilda-furacao-o-seriado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5727280503716812713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5727280503716812713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/hilda-furacao-o-seriado.html' title='Hilda Furacão'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-922929951123173966</id><published>2009-06-13T12:47:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:50:48.804-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Anísio'/><title type='text'>Comercial da Sharp nos anos 80</title><content type='html'>O meu sonho na vida era ter o poder de ser um vídeo-cassete de mim mesmo. Ter o controle remoto que me permitisse renascer experiências vividas.&lt;br /&gt;Eu poderia voltar no tempo, acelerar, pular, cenas dos próximos capítulos, parar a imagem no momento que me tivesse sido glorioso, vivê-lo outra vez.&lt;br /&gt;Talvez, eternizar um orgasmo.&lt;br /&gt;Eu poderia correr a fita, de modo a entrar na percepção do futuro ou recuar para consertar, corrigir, para confirmar. &lt;br /&gt;Com esse aparelhinho eu poderia criar o ideal. Ah! O ideal!&lt;br /&gt;O ideal seria que o homem nascesse com 80 anos. Ele com 60 casaria com uma mulher de 59, mas com uma vantagem: a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano, ela iria ficando mais nova. Mais nova até se transformar numa gata de 20.&lt;br /&gt;Depois, ficariam noivos, namorados... &lt;br /&gt;A bicicleta, o velocípede, deseprenderiam a andar, esqueceriam como engatinhar. O voador, o cercadinho. Do cercadinho para o berço. As fraldas molhadas, o peito da mãe. &lt;br /&gt;Até aparecer o último homem. Adão. O último-primeiro, a quem Deus colocaria sobre a mão e em vez de soprar sobre ele, Deus, inspiraria o homem outra vez, para dentro de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-922929951123173966?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/922929951123173966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/chico-anisio-comercial-da-sharp-nos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/922929951123173966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/922929951123173966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/chico-anisio-comercial-da-sharp-nos.html' title='Comercial da Sharp nos anos 80'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3622186383808892937</id><published>2009-06-13T12:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T13:02:49.687-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Casamentos com humor (negro)</title><content type='html'>• O casamento é uma comunidade que consiste de um marido, uma mulher e um (ou uma) amante, perfazendo o total de duas pessoas. (Ambrose Bierce)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os homens casados vivem mais do que os solteiros, ou, pelo menos, se queixam durante mais tempo. (H. L. Mencken)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As mulheres casadas vivem mais do que os homens – ou, pelo menos, as viúvas. (H. L. Mencken)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O único casamento capaz de durar para sempre é aquele entre uma mulher cega e um marido surdo. (Montaigne)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os solteiros sabem mais sobre as mulheres do que os casados. Se não, também seriam casados. (H. L. Mencken)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os solteiros se amarram num monte de mulheres para evitar que sejam amarrados por uma. (Helen Rowland)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O fardo do casamento é tão pesado que precisa de dois para carregar – e, às vezes, três. (Alexandre Dumas, pai)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O casamento é uma grande instituição. Não sei porque as famílias insistem em acabar com ele. (desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Conhece-se uma boa mulher pelo que ela faz – e um bom marido pelo que ele não faz. (Helen Rowland)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Todo casamento é assim. Quando a sogra entra pela porta o amor vai pela janela. (Helen Rowland)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Três conselhos: se você for solteiro, não se case. Se você se case, não se separe. Se você se separar, mate a sua ex-mulher. (Ruy Castro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Uma mulher leva vinte anos para fazer de seu filho um homem – e outra mulher apenas vinte minutos para fazer dele um idiota. (Helen Rowland)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Todas as mulheres deveriam se casar um dia. Os homens, nunca. (Desraeli)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O adultério é a democracia aplicada ao amor. (H. L. Mencken)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A única maneira de um casamento sobreviver é manter os olhos bem abertos antes dele – e fechados depois. (Benjamin Franklin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quando se vê com quem algumas mulheres se casaram, dá para entender como elas odeiam ter de trabalhar para viver. (H. L. Mencken)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O casamento é a isca que faz uma dona-de-casa pensar que é a dona da casa. (Thomas Wilder)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O segundo casamento é o triunfo da esperança sobre a experiência. (Samuel Johnson)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3622186383808892937?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3622186383808892937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/casamentos-com-humor-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3622186383808892937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3622186383808892937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/casamentos-com-humor-negro.html' title='Casamentos com humor (negro)'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7914312327664415846</id><published>2009-06-13T11:59:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T13:08:37.697-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><title type='text'>Parábola Árabe</title><content type='html'>- Por que plantar a árvore se você não estará mais aqui quando da colheita do fruto? E o rei sorriu para o velho sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daqui a cem anos, o viajante que trilhar estes caminhos há de ter frutos e sombras para seguir viagem, respondeu o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei achou sensata a atitude e estendeu ao sábio um saco de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os frutos do amanhã são sempre pródigos. Às vezes não se precisa esperar cem anos pela colheita, arrematou o sábio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7914312327664415846?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7914312327664415846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/parabola-arabe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7914312327664415846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7914312327664415846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/parabola-arabe.html' title='Parábola Árabe'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-1011514659772278624</id><published>2009-06-13T11:37:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:51:21.069-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vitoriano Palhares'/><title type='text'>Negro adeus</title><content type='html'>Adeus! já nada tenho que dizer-te.&lt;br /&gt;Minhas horas finais trêmulas correm.  &lt;br /&gt;Dá-me o último riso, p'ra que eu possa. &lt;br /&gt;Morrer cantando, como as aves morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai daquele que fez do amor seu mundo!  &lt;br /&gt;Nem deuses nem demônios o socorrem.&lt;br /&gt;Dá-me o último olhar, para que eu possa &lt;br /&gt;Morrer sorrindo, como os anjos morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste a serpente, e eu, vil, ainda te adoro!&lt;br /&gt;Que vertigens meu cérebro percorrem!&lt;br /&gt;Mente a última vez, para que eu possa&lt;br /&gt;Morrer sonhando, como os doidos morrem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-1011514659772278624?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/1011514659772278624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/vitoriano-palhares-negro-adeus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1011514659772278624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1011514659772278624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/vitoriano-palhares-negro-adeus.html' title='Negro adeus'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-108348925773706765</id><published>2009-06-13T11:33:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:51:45.646-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Laurindo Rabelo'/><title type='text'>Amor perfeito</title><content type='html'>Secou-se a rosa... Era rosa;&lt;br /&gt;Flor tão fraca e melindrosa,  &lt;br /&gt;Muito não pôde durar.  &lt;br /&gt;Exposta a tantos calores,  &lt;br /&gt;Embora fossem de amores,  &lt;br /&gt;Cedo devia secar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém tu, amor-perfeito, &lt;br /&gt;Tu, nascido, tu afeito &lt;br /&gt;Aos incêndios que amor tem, &lt;br /&gt;Tu que vegetas nas chamas, &lt;br /&gt;Tu que abrasas, tu que inflamas, &lt;br /&gt;Por que secaste também?!&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Ah! Bem sei. De acesas fráguas&lt;br /&gt;As chamas são tuas águas, &lt;br /&gt;O fogo é água de amor. &lt;br /&gt;Como as rosas se murcharam, &lt;br /&gt;Porque as águas lhes falharam, &lt;br /&gt;Sem fogo murchaste, flor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, que bem florente &lt;br /&gt;Eras, quando o fogo ardente &lt;br /&gt;De uns olhos que raios são, &lt;br /&gt;Em breve, mas doce prazo, &lt;br /&gt;Te orvalhou naquele vaso &lt;br /&gt;Que, já foi meu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secaste, porque esse pranto &lt;br /&gt;Que chorei, que choro há tanto, &lt;br /&gt;De todo o fogo apagou. &lt;br /&gt;Triste, sem fogo, sem frágua &lt;br /&gt;Secaste, como sem água, &lt;br /&gt;A triste rosa secou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que olhos foram aqueles! &lt;br /&gt;Quando eu mais fiava deles &lt;br /&gt;Meu presente e meu porvir, &lt;br /&gt;Faziam cruéis ensaios &lt;br /&gt;Para matar-me. Eram raios, &lt;br /&gt;Tinham por fim destruir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruíram-me: contudo &lt;br /&gt;Perdôo o pesar agudo, &lt;br /&gt;Perdôo a pungente dor &lt;br /&gt;Que sofri nos meus tormentos, &lt;br /&gt;Pelos felizes momentos &lt;br /&gt;Que me deram nesta flor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai! Querido amor-perfeito! &lt;br /&gt;Como vivi satisfeito, &lt;br /&gt;Quando te vi florescer! &lt;br /&gt;Ai! Não houve criatura &lt;br /&gt;No prazer e na ventura &lt;br /&gt;Que me pudesse exceder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai! Seca flor, de bom grado, &lt;br /&gt;Se tanto pedisse o fado, &lt;br /&gt;Quisera sacrificar &lt;br /&gt;Liberdade e pensamento, &lt;br /&gt;Sangue, vida, movimento, &lt;br /&gt;Luz, olfato, sons e ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para ver-te florente, &lt;br /&gt;Como quando o fogo ardente, &lt;br /&gt;De uns olhos que raios são, &lt;br /&gt;Em breve, mas doce prazo, &lt;br /&gt;Te orvalhou naquele vaso &lt;br /&gt;Que já foi meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-108348925773706765?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/108348925773706765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/laurindo-rabelo-amor-perfeito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/108348925773706765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/108348925773706765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/laurindo-rabelo-amor-perfeito.html' title='Amor perfeito'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-4545628763873698188</id><published>2009-06-13T11:22:00.001-07:00</published><updated>2011-12-12T17:52:10.980-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bernardino da Costa Lopes'/><title type='text'>Sonetilho do acamado</title><content type='html'>&lt;em&gt;Este genial carioca,  natural do Arraial da Boa Esperança em Rio Bonito-RJ, negro, nascido antes do fim da escravidão (1859-1916), foi filho de pais livres e um dos primeiros poetas parnasianos e simbolistas brasileiros. Retratou cenas cotidianas, de claro rigor estético, mas, aparentemente, singelo e brando. B. Lopes é, hoje, um poeta esquecido pela massa nacional. (Fredson N. Aguiar).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SONETILHO DO ACAMADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alcova sombria e quente&lt;br /&gt;Pobre demais, se não erro,&lt;br /&gt;Repousa um moço doente&lt;br /&gt;Sobre uma cama de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede-lhe baixo inclinada,&lt;br /&gt;Sua mulher, que adormeça,&lt;br /&gt;Em cuja perna curvada&lt;br /&gt;Ele reclina a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem uma loura figura&lt;br /&gt;Com a colher da tintura,&lt;br /&gt;Que ele recusa, num ai!&lt;br /&gt;Mas o solícito anjinho&lt;br /&gt;Diz-lhe com riso e carinho:&lt;br /&gt;- Bebe que é doce, papai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-4545628763873698188?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/4545628763873698188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/bernardino-da-costa-lopes-sonetilho-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4545628763873698188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4545628763873698188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/bernardino-da-costa-lopes-sonetilho-do.html' title='Sonetilho do acamado'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-612029344227101534</id><published>2009-06-13T11:15:00.001-07:00</published><updated>2011-12-12T17:52:58.486-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vicente de Carvalho'/><title type='text'>A fonte e a flor</title><content type='html'>Deixa-me, fonte, dizia,&lt;br /&gt;A flor, tonta de terror, &lt;br /&gt;E a fonte, rápida e fria, &lt;br /&gt;Cantava, levando a flor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me, deixa-me, fonte, &lt;br /&gt;Dizia a flor, a chorar. &lt;br /&gt;Eu fui nascida no monte, &lt;br /&gt;Não me leves para o mar!&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;E a fonte, rápida e fria,&lt;br /&gt;Com um sussurro zombador,  &lt;br /&gt;por sobre a areia corria,  &lt;br /&gt;Corria, levando a flor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ai, balanços do meu galho, &lt;br /&gt;Balanços do berço meu, &lt;br /&gt;Ai, claras gotas de orvalho, &lt;br /&gt;Caídas do azul do céu!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorava a flor e gemia&lt;br /&gt;Branca, branca de terror&lt;br /&gt;E a fonte sonora e fria&lt;br /&gt;Rolava levando a flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus sombras das ramadas&lt;br /&gt;Cantigas do rouxinol&lt;br /&gt;Ai festas das madrugadas&lt;br /&gt;Doçuras do pôr-do-sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Carícias das brisas leves &lt;br /&gt;Que abrem rasgões de luar, &lt;br /&gt;Fonte, fonte, não me leves, &lt;br /&gt;Não me leves para o mar!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As correntezas da vida &lt;br /&gt;E os restos do meu amor &lt;br /&gt;Resvalam numa descida &lt;br /&gt;Como a da fonte e da flor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-612029344227101534?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/612029344227101534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/vicente-de-carvalho-fonte-e-flor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/612029344227101534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/612029344227101534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/vicente-de-carvalho-fonte-e-flor.html' title='A fonte e a flor'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8673395946143958779</id><published>2009-06-13T10:37:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T17:54:34.720-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><title type='text'>Politicando</title><content type='html'>• É meramente semântica essa questão dos escândalos administrativos e financeiros. Ao invés de revelados, eles são relevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Será que já não deu na vista das chamadas autoridades financeiras que a população brasileira não se compõe de 120 milhões de masoquistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não existe pais, nem corruptos, nem ladrões. Existem sim vítimas de súbitos e inexplicáveis enriquecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As pessoas que aceitam passivamente a imoralidade dos outros, fazem isso para que aceitem as suas também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8673395946143958779?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8673395946143958779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/frases-politicas-para-todos-os-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8673395946143958779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8673395946143958779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/frases-politicas-para-todos-os-tempos.html' title='Politicando'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7956352801569735316</id><published>2009-06-13T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:09:08.502-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus em todos os lugares e palavras'/><title type='text'>Oração de Boanerges</title><content type='html'>&lt;em&gt;O fogo de Deus reduz tudo a cinzas: o que é grande ou pequeno, o que é bom ou mau. A cinza é silêncio, é morte. (Salmo 50, Miserere)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORAÇÃO DE BOANERGES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças, Senhor, porque na minha senda&lt;br /&gt;Abriste uma fonte de saúde&lt;br /&gt;Apara a alma que avança solitária&lt;br /&gt;Carregando a sua cruz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derramaste consolo e esperança&lt;br /&gt;Sobre os que sofrem mais do que eu...&lt;br /&gt;Se eles voltam felizes para a vida, &lt;br /&gt;Que importa a minha dor?&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Levar a paz ao que morre de angústias&lt;br /&gt;Levar a vida ao que se vê morrer,&lt;br /&gt;Ó, Senhor, é a glória que Te peço&lt;br /&gt;Se tenho que viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver que de minha pena brota&lt;br /&gt;Um caudal infinito de piedade&lt;br /&gt;Para aqueles que nada nesta vida&lt;br /&gt;Pode consolar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceita-me, Senhor, como uma oferenda&lt;br /&gt;Em troca da paz e do amor&lt;br /&gt;Para aqueles que nunca colheram em sua vida uma flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7956352801569735316?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7956352801569735316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/jesus-cristo-minha-mensagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7956352801569735316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7956352801569735316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/jesus-cristo-minha-mensagem.html' title='Oração de Boanerges'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-1348413575811630496</id><published>2009-06-13T08:44:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:17:08.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas de Amor - Autores desconhecidos'/><title type='text'>Sexto sentido mil</title><content type='html'>&lt;em&gt;Encontrei esse poema embaixo da minha porta em 1982, escrito a lápis em uma folha de caderno brochura. Nunca soube quem o deixou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perna é minha,&lt;br /&gt;Então eu vou até você &lt;br /&gt;E com você danço.&lt;br /&gt;O nariz é meu,&lt;br /&gt;Então eu cheiro você &lt;br /&gt;E com você eu respiro.&lt;br /&gt;O olho é meu,&lt;br /&gt;Então eu olho você&lt;br /&gt;E com você vislumbro.&lt;br /&gt;O ouvido é meu,&lt;br /&gt;Então eu escuto você&lt;br /&gt;E com você ouço.&lt;br /&gt;A boca é minha,&lt;br /&gt;Então eu como você&lt;br /&gt;E com você alimento.&lt;br /&gt;O corpo é meu,&lt;br /&gt;Então eu dou a você&lt;br /&gt;E com você multiplico.&lt;br /&gt;Todo sentir da minha vida é meu,&lt;br /&gt;Então encontro você e com você&lt;br /&gt;Faço para ela um sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-1348413575811630496?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/1348413575811630496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/poemas-de-amor-autores-desconhecidos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1348413575811630496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/1348413575811630496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/poemas-de-amor-autores-desconhecidos.html' title='Sexto sentido mil'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6032643320578244126</id><published>2009-06-13T08:28:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T13:06:53.990-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas e textos - autores desconhecidos'/><title type='text'>Poemas e textos de autores desconhecidos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DEFICIÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preferível não ter pernas&lt;br /&gt;A ter que andar pela escuridão.&lt;br /&gt;É preferível não ter braços&lt;br /&gt;A ter que esconder mãos criminosas.&lt;br /&gt;É preferível não ter voz&lt;br /&gt;A viver pregando descrença&lt;br /&gt;É preferível não ter ouvidos&lt;br /&gt;A ter que ouvir a pregação do desamor.&lt;br /&gt;É preferível não ter visão a ter que fechar os olhos para a miséria.&lt;br /&gt;É preferível ter todas as deficiências físicas &lt;br /&gt;A ter que se aliar às indiferenças.&lt;br /&gt;É mil vezes preferível &lt;br /&gt;Ser um deficiente físico &lt;br /&gt;A ser um pobre deficiente desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARA NÓS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Existem algumas versões desse texto na Internet, mas incompletos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você sentir vontade de chorar, não chore&lt;br /&gt;Pode me chamar que eu venho chorar por você.&lt;br /&gt;Quando você sentir vontade de sorrir,&lt;br /&gt;Me avise que eu venho para sorrirmos juntos.&lt;br /&gt;Quando você sentir vontade de amar,&lt;br /&gt;Me chame que eu venho amar você.&lt;br /&gt;Quando você sentir que está se acabando,&lt;br /&gt;Me chame que eu venho ajudar-lhe a reconstruir.&lt;br /&gt;Quando você achar que o mundo é pequeno demais para sua tristeza, &lt;br /&gt;me chame, que eu venho torná-lo grande para sua felicidade.&lt;br /&gt;Quando você precisar de carinho, &lt;br /&gt;Me chame, pois o meu é todo seu.&lt;br /&gt;Quando você precisar de companhia naqueles dias tristes e nublados &lt;br /&gt;Ou naqueles dias ensolarados&lt;br /&gt;Me chame, que eu venho, venho sim, amor.&lt;br /&gt;Quando você carecer de um beijo,&lt;br /&gt;Reclame, reclame que eu darei.&lt;br /&gt;Quando você estiver precisando ouvir dizer: “Eu te amo”,&lt;br /&gt;Me chame que eu digo a você a qualquer hora.&lt;br /&gt;E quando não precisar mais de mim, &lt;br /&gt;Me diga e eu simplesmente irei embora,&lt;br /&gt;Porque a melhor maneira de se amar&lt;br /&gt;É ter consciência de que um dia &lt;br /&gt;Pode-se perder esse amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORAÇÃO SEM NOME&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta Deus: jamais falei contigo. Hoje quero saudar-te. &lt;br /&gt;Bom dia! Como vais? &lt;br /&gt;Sabes? Disseram que tu não existes, e eu, tolo, acreditei que era verdade.&lt;br /&gt;Nunca havia reparado a tua obra. &lt;br /&gt;Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas, vi teu céu estrelado e compreendi então, que me enganaram. Não sei se apertarás minha mão. Vou te explicar e hás de compreender. &lt;br /&gt;É engraçado: neste inferno hediondo, achei a luz para enxergar teu rosto. Dito isto, já não tenho muita coisa a te contar: só que... que... tenho muito prazer em conhecer-te. &lt;br /&gt;Faremos um ataque à meia noite. Não sinto medo. Deus, sei que tu velas... &lt;br /&gt;Ah! É o clarim! Bom Deus, devo ir-me embora. &lt;br /&gt;Gostei de ti, vou ter saudades. Quero dizer: será sangrenta a luta, bem o sabes, e esta noite pode ser que vá bater-te à porta! &lt;br /&gt;Muito amigos não fomos, é verdade. Mas... sim, estou chorando! &lt;br /&gt;Vês, Deus, penso que já não sou tão mau. &lt;br /&gt;Bem, Deus, tenho que ir. &lt;br /&gt;Sorte é coisa bem rara: juro, porém, já não receio a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O autor deste poema? Quem o sabe? Foi encontrado em pleno campo de batalha no bolso de um soldado americano desconhecido. Do rapaz, estraçalhado por uma granada, restaria apenas intacta esta folha de papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(do livro "As mais belas orações de todos os tempos")&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6032643320578244126?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6032643320578244126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/autor-desconhecido-deficiencias.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6032643320578244126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6032643320578244126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/autor-desconhecido-deficiencias.html' title='Poemas e textos de autores desconhecidos'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-2571708159893599218</id><published>2009-06-13T08:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T10:32:48.986-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><title type='text'>Pensamentos</title><content type='html'>• Uma vez atirei num índio. Quando cheguei perto ele ainda estava vivo, com os olhos cheios de lágrimas. Até parecia gente. (Frase de um matador profissional)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os frutos do café são glóbulos vermelhos do sangue que escorreu do negro escravizado. (Ciro Costa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Meu irmão não necessita ser idealizado ou engrandecido na morte além do que ele foi em vida. Alguns homens vêem as coisas como elas são e perguntam por quê? Eu sonho coisas que nunca existiram me pergunto: por que não? (Fala do Senador Edward Kennedy no funeral de seu irmão Robert)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O quer a lagarta chama de fim de mundo, o mestre chama de borboleta. (Richard Bach)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Se com todos os nossos infortúnios fosse erguido um único monte donde cada homem devesse retirar igual quinhão, decerto muitos se contentariam em receber a parte que lá puseram. (Sócrates)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A verdade do poeta é o poema. (Neil Ferreira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A quem dedicar um livro de poesia, senão a esses seres humanos que, apesar de viver num mundo tão poluído, respirar um ar tão sujo, anda conseguem amar. (Elcio Fonseca – Rascunhos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Para todos aqueles a quem amo em silêncio simplesmente por não ter tido, ainda, uma ocasião propicia para declarar-me. (Carlos Bugnaro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Eu não perdi minha alma, fiquei com ela perdida. (Mario de Sá-Carneiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Bem-aventurados os que não esperam nada, pois não ficarão decepcionados. (Swift)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não posso exigir de cada um as minhas virtudes. É já tão agradável encontrar nos outros os meus vícios. (André Guide)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não devemos esperar dos talentosos uma coerência perfeita. Só os medíocres nunca mudam. (Paulo Francis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O homem só sabe algo de Deus na medida em que Deus, no homem, sabe de si mesmo. (Hegel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Nem todo gordo é bonzinho como dizem. Muito gordo finge de bonzinho porque sabe que na hora da briga não pode correr. (Stanislaw Ponte Preta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Há oradores que, terminados os seus discursos, deveriam ser presos por terem roubado o tempo da gente. (Stanislaw Ponte Preta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O diabo é otimista porque acredita na possibilidade de tornar os homens piores do que são. (O. M. Carpeaux)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Há alguma coisa que é pior ainda do que o vício, é o orgulho da virtude. (Santo Agostinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Só se costuma defender a verdade, quando não se é atingido por ela. (Erasmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pode haver maior desgraça que não ter um homem bem algum digno de inveja? Pois se vossos inimigos não vos amam por amor dos bens que Deus vos deu, porque não amareis vós a esses inimigos por amor do Deus que vos deus os bens? Se esses bens são poderosos para causar ódio em quem os inveja, porque não serão poderosos para causar amor em quem os possui? (Vieira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Que as asas da liberdade não percam as penas. (frase do autor Kurt Russell no filme “Aventureiros do Bairro Proibido”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Sinto agora, olhando para trás, que não lutamos contra o inimigo. Lutamos contra nós mesmos, porque o inimigo éramos nós mesmos. A guerra acabou agora, mas estará para sempre dentro de minha alma. E percebo que os que ficaram têm a obrigação de reconstruir e os que estão por vir têm a obrigação de tentar encontrar a bondade e um sentido para esta vida. (do filme “Platoom”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aconteça o que acontecer, nunca caia do salto alto. (Glória Pires)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Carpem diem (aproveitem o dia). (do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Morra jovem e seja um cadáver bonito. (Orson Wells)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança. (Thiago de Mello -  Estatuto do Homem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quando sou boa, sou muito boa; mas quando sou má, sou melhor ainda. (Mae West)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vocês não devem se guiar pela minha aparência. Embora eu possa parecer triste durante a maior parte do tempo, vocês não devem me tomar como exemplo, pois devem viver sempre na alegria. Porque na verdade eu também sempre sou feliz. Só que as preocupações me afetam devido à necessidade de abrir a trilha onde existir caos e deserto, fazer lá uma estrada e cortar o mato que nos impede de avançar. É preciso derrubar árvores que crescem há milhares de anos, e andar e voltar para aqui e para lá. Derrubar e tornar a cortar para que o caminho fique aberto para multidões. (Rabi Nachman de Bratzlam)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Eu poderia citar vários amigos e pessoas que admiro em por quem eu até penaria. Mas, graças a Deus, por eles eu não tenho pago nenhuma pena. Pelo contrário. Eles até suavizam as penas do meu dia-a-dia. (Regina Casé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quem vale a pena para mim é uma pessoa que goste da vida, tenha sensualidade e saiba viver a alegria e a tristeza. (Roberto Loeb – Arquiteto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vale a pena para mim o ser humano que tem talento e o desenvolve. Esse aí ganha a imortalidade. (Urbano Luis Dussãn – estilista de moda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A experiência nos tem demonstrado que nada é mais difícil a uma pessoa que controlar sua língua. (Barrich Spinoza – filósofo irlandês)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Toda história é apenas uma infinita catástrofe da qual tentamos sair o melhor possível. (Ítalo Calvino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os problemas são oportunidades para se demonstrar o que se sabe. (Duke Ellington)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não há nada constante no mundo, a não ser a inconstância. (Jonathan Swift)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A imaginação não é mais que o aproveitamento do que se tem guardado na memória. (Pierre Bonnard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Gosto mais dos sonhos do futuro que da história do passado. (Thomas Jefferson)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Na natureza, a melhor política é ser o mais conservador possível. (Werner Heisenberg)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Considerar a terra como o único mundo habitado do espaço infinito é tão absurdo quanto afirmar que numa extensa planície só cresce uma espiga de trigo. (Mellodus de Chios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O primeiro ser humano que vociferou uma maldição em vez de empunhar uma arma contra seu adversário foi o descobridor da civilização. (Sigmund Freud)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não sei como o mundo me vê, mas eu me sinto como um garoto brincando na praia, contente em achar aqui e ali uma pedrinha mais lisa ou uma conchinha mais bonita, tendo sempre diante de mim, ainda por descobrir, o grande oceano.  (Isaac Newton)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez. (Friedrich Nietzche)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A perda de nossas ilusões é a única perda pela qual nunca nos recuperamos. (Marie Louise de La Ramée – romancista inglesa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quanto menor é o coração, mais ódio abriga. (Victor Hugo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A liberdade é o direito de fazer tudo que as leis permitem. (Montesquieu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O homem se diferencia do animal porque bebe sem sede e ama sem tempo. (Jose Ortega y Gasset)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A pessoa que se sente amada, sem medo, passeia no íntimo do coração de quem ama. (João Crisóstomo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Encolhia-me, ficava pequenino para o bicho não me achar... E, hoje, nem posso ficar pequeno para o mundo não me ver. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não gostava de ser menino. Minha vontade era ser homem feito.E agora, este berço parece o luto da minha infância que morreu. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Eu sofria na minha inocência Com pena dos bichos que se amavam. Amor de arranhaduras, de cortes e de dentadas. E, enfim, creio que os beijos doem muito mais. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Enquanto o coração alberga desejos, o espírito guarda ilusões. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vou contar pro mar que te amo, a chuva vai contar depois pra todo mundo. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A vida é uma coisa que a morte inventa. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O amor é um som que exige eco. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quando palavras não bastarem diga ao mundo. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paz não é a ausência de guerra, mas a presença de amor. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os que param no caminho da vida são pisados pelos que continuam sem parar. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O maior bem que podemos fazer aos outros não é oferecer-lhes nossa riqueza, mas levá-los a descobrir a deles. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Humilhação não é receber um pontapé, é merecê-lo. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não existe fracasso para um homem que nunca se considera vencido. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Prefira afrontar o mundo servindo a sua consciência, a afrontar a sua consciência para ser agradável ao mundo. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As pessoas que aceitam passivamente a imoralidade dos outros, fazem isso para que aceitem as suas também. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Haveria menos ódio no mundo se os homens esquecessem as ofensas tão depressa como esquecem os benefícios. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Enquanto houver um cão para seguir-,lhe os passos&lt;br /&gt;  E as tranças do arvoredo estenderem-lhe os braços&lt;br /&gt;  Banhado pelo sol, banhado pelo vento&lt;br /&gt;  Nada tem que invejar de nós o lazarento.&lt;br /&gt;  Antes deve sorrir através dos anos&lt;br /&gt;  Vendo o triste carnaval&lt;br /&gt;  Dos “prazeres humanos”.&lt;br /&gt;  (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Vocês passarão... eu, passarinho. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Experiência é o nome que damos aos nossos erros. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não caminhes a minha frente, pois posso não seguir-te.&lt;br /&gt;  Não caminhes atrás de mim, pois posso não guiar-te.&lt;br /&gt;  Caminha apenas a meu lado e seja meu amigo.&lt;br /&gt;  (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mais vale a angustia da busca do que a acomodação da falsa alegria. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quem passou pela vida em branca nuvem e em plácido repouso, adormeceu. Quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, não foi homem. Só passou pela vida e não viveu. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Estava chorando porque não tinha sapatos até que encontrei alguém que ria e não tinha pés. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O importante na vida é guardar a lembrança do carinho que as pessoas se deram ao longo da convivência. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Senhor, dai aos jovens grandeza interior para compreenderem suas famílias, seus educadores, seus amigos e nossa sociedade, elevando seu espírito a Ti no verdadeiro Amor Cristão. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Que a divina Luz que guiou os príncipes Melchior, Baltazar e Gaspar nos ilumine para não errarmos o caminho. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aquele que carrega dentro de si o verdadeiro ensinamento do Cristo, “Ama teu próximo como a ti mesmo”, é capaz de mudar tudo a sua volta. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Seus olhos eram doces como amêndoas, mas capazes de penetrar profundamente nas almas humanas a ponto de modificá-las por toda a eternidade. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Autocompaixão: Nunca vi um animal sentir pena de si mesmo. O pássaro cai congelado do galho, sem nunca ter sentido pena de si mesmo. (Autor desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As pessoas abdicam de suas vidas por vários motivos... Por amizade, por amor e por um ideal... E, matam pelos mesmos motivos também (do filme "Herói")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada! (Edmund Burke).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pessoas inteligentes discutem idéias. As medianas, fatos. As medíocres, fofocas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Eu não quero amigos "mais ou menos". Eu quero amigos de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pense grande! Você conhece algum Alexandre, o Médio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-2571708159893599218?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/2571708159893599218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/frases-autores-diversos-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2571708159893599218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/2571708159893599218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/frases-autores-diversos-1.html' title='Pensamentos'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-3959503956923404644</id><published>2009-06-12T21:20:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:13:10.861-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política em todos os tempos'/><title type='text'>Millor Fernandes - Nos tempos de ditadura</title><content type='html'>• A sociedade humana foi inventada pela solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Idade da razão é quando a gente faz as maiores besteiras sem ficar preocupado com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Chama-se de maioria absoluta um general no poder com um grupo de generais em volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O voto é a arma do cidadão. A arma é o voto do governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quando ninguém me procura eu tenho a impressão de que fui raptado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Se os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fração de segundo é o tempo que leva entre o farol abrir e o idiota de trás buzinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• É evidente que Deus, o supremo arquiteto, projetou o Brasil como uma sala de estar. Mas os proprietários preferiram usar como depósito de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Entreouvido no bar: “Ninguém mais miserável. É capaz de roubar uma mosca morta de uma aranha cega!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Sob esse exterior meio idiota ele esconde um débil mental completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Só pessoas muito profundas são capazes de julgar os outros pela aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O facilitário de hoje é o dificultário de amanhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Realmente os cães policiais bem treinados ainda são a melhor proteção contra os ladrões. Mas, depois de treinar um cão contra ladrões como é que o senhor vai entrar em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A fúria tributária brasileira não para. As prostitutas vão ter mesmo que pagar imposto de renda. Foram enquadradas no item “prestação de serviços”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Procurar a simplicidade está cada vez mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O sol nasce para todos. Mas o capitalismo selvagem, explorando a energia solar, já vai dar um jeito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Só existe uma verdadeira contagem regressiva. A que os grandes especuladores fazem na hora de declara o imposto de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O delator ganha o pão com o suor do seu dedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-3959503956923404644?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/3959503956923404644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/millor-fernandes-1-frases-em-tempos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3959503956923404644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/3959503956923404644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/millor-fernandes-1-frases-em-tempos-de.html' title='Millor Fernandes - Nos tempos de ditadura'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-8728348467288853674</id><published>2009-06-12T20:51:00.002-07:00</published><updated>2011-12-12T18:13:41.249-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elisa'/><title type='text'>Gosto de você</title><content type='html'>Gosto de você&lt;br /&gt;Como os pássaros gostam das árvores&lt;br /&gt;Como os cães gostam dos postes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso do seu amor&lt;br /&gt;Como o som precisa de espaço&lt;br /&gt;Como o dia precisa da noite.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sinto sua presença&lt;br /&gt;Como o perfume da chuva na terra&lt;br /&gt;Como o vale que seduz a montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo seus olhos&lt;br /&gt;Como as mutantes fases da lua&lt;br /&gt;Como a trajetória do sol nos dias de claro azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do seu gosto de língua&lt;br /&gt;Gosto como quem come e não escova os dentes&lt;br /&gt;Como que acaba de tomar um copo d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço sua boca cheia de estórias&lt;br /&gt;Como o ritmo do mar&lt;br /&gt;Como as seqüentes ondas desta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes fico sem você &lt;br /&gt;Como os poetas ficam sem inspiração&lt;br /&gt;Os supermercados sem leite&lt;br /&gt;As mães sem os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes fico com saudades&lt;br /&gt;Com medo&lt;br /&gt;E grito com o que eu mesma criei.&lt;br /&gt;Às vezes fico deitada e sonho&lt;br /&gt;Sonho muito&lt;br /&gt;Com tudo que não consigo fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-8728348467288853674?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/8728348467288853674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/elisa-gosto-de-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8728348467288853674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/8728348467288853674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/elisa-gosto-de-voce.html' title='Gosto de você'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-7430846362227304279</id><published>2009-06-12T20:51:00.001-07:00</published><updated>2011-12-12T18:14:01.958-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alphonsus de Guimarães'/><title type='text'>Ismália</title><content type='html'>Quando Ismália enlouqueceu&lt;br /&gt;Pôs-se na torre a sonhar...&lt;br /&gt;Viu uma lua no céu,&lt;br /&gt;Viu outra lua no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho em que se perdeu&lt;br /&gt;Banhou-se toda em luar...&lt;br /&gt;Queria subir ao céu,&lt;br /&gt;Queria descer ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no desvario seu,&lt;br /&gt;Na torre pôs-se a cantar...&lt;br /&gt;Estava longe do céu...&lt;br /&gt;Estava longe do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como um anjo pendeu&lt;br /&gt;As asas para voar...&lt;br /&gt;Queria a lua do céu...&lt;br /&gt;Queria a lua do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As asas que Deus lhe deu&lt;br /&gt;Ruflaram de par em par...&lt;br /&gt;Sua alma subiu ao céu,&lt;br /&gt;Seu corpo desceu ao mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-7430846362227304279?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/7430846362227304279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/alphonsus-de-guimaraes-ismalia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7430846362227304279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/7430846362227304279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/alphonsus-de-guimaraes-ismalia.html' title='Ismália'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-174990681770372443</id><published>2009-06-12T20:37:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:14:26.331-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bruna Lombardi'/><title type='text'>Como se fosse</title><content type='html'>Nessa memória essa ela era eu&lt;br /&gt;E  não tinha luz de vela, &lt;br /&gt;mas só muito depois (quantos anos?) &lt;br /&gt;é que escureceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que eu soube de você menino&lt;br /&gt;Curto calção&lt;br /&gt;E das histórias de assombração&lt;br /&gt;Que você aprendeu primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te contava do medo&lt;br /&gt;Do escuro e do silêncio&lt;br /&gt;Que eu não perdi, acredite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente ia pro moinho&lt;br /&gt;Escondido no meio do mato&lt;br /&gt;E era você quem falava&lt;br /&gt;Você que tudo sabia&lt;br /&gt;Você que até já tinha&lt;br /&gt;Visto um javali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era eu quem fugia dos bichos&lt;br /&gt;E hoje continuo fugindo&lt;br /&gt;De outros mais graves, mais feios&lt;br /&gt;Que me habitam.&lt;br /&gt;E não há faca, espingarda&lt;br /&gt;Pedra ou caco de vidro &lt;br /&gt;E nem grito nem veneno&lt;br /&gt;Que afugente essa ausência&lt;br /&gt;Ou que essa solidão tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você era o valente&lt;br /&gt;Montava cavalo em pêlo&lt;br /&gt;Nadava na correnteza&lt;br /&gt;Desbravava mato cerrado&lt;br /&gt;E de noite então, ia sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me chamava gritando&lt;br /&gt;Do cimo do morro mais alto&lt;br /&gt;E eu subindo devagar (hoje eu desço)&lt;br /&gt;Desço à rua em movimento&lt;br /&gt;E é sempre a mesma estúpida vertigem.&lt;br /&gt;Fantasmas de pedestres em todos os sentidos&lt;br /&gt;Uma duplificância de ruídos demais&lt;br /&gt;Uma impressão de coisa já vivida&lt;br /&gt;E é sempre o mesmo medo&lt;br /&gt;De me expor, a mesma desproteção&lt;br /&gt;Sob a geometria caótica da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tentava imitar você&lt;br /&gt;Tentava tanto ser&lt;br /&gt;Mas você era dessas almas fortes&lt;br /&gt;Que circulavam livremente&lt;br /&gt;E eu tentava... mas como?&lt;br /&gt;De que jeito?&lt;br /&gt;Era como mudar a natureza&lt;br /&gt;E a natureza já estava lá quando chegamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o facão de um só golpe&lt;br /&gt;Você cortava a cana &lt;br /&gt;Enquanto eu imaginava &lt;br /&gt;Num acidente tolo&lt;br /&gt;O facão me desventrando&lt;br /&gt;E tripas, sangue e cana misturados&lt;br /&gt;Com terra e roupa suja&lt;br /&gt;E o meu chapéu de palha atirado longe&lt;br /&gt;E o sol ardendo muito. O mesmo sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois você me ensinou a contar mentira&lt;br /&gt;E eu fui aprendendo com grande habilidade&lt;br /&gt;E desde então tenho me mentido muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-174990681770372443?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/174990681770372443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/bruna-lombardi-como-se-fosse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/174990681770372443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/174990681770372443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/bruna-lombardi-como-se-fosse.html' title='Como se fosse'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-498657997017140323</id><published>2009-06-12T20:21:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:15:09.151-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinícius de Moraes'/><title type='text'>Procura-se um amigo</title><content type='html'>Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.&lt;br /&gt;Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-498657997017140323?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/498657997017140323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/vinicius-de-moraes-procura-se-um-amigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/498657997017140323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/498657997017140323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/vinicius-de-moraes-procura-se-um-amigo.html' title='Procura-se um amigo'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-5445954660407856531</id><published>2009-06-12T20:12:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:18:57.635-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Poema em linha reta</title><content type='html'>Nunca conheci quem tivesse levado porrada.&lt;br /&gt;Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,&lt;br /&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,&lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,&lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,&lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,&lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado,&lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,&lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,&lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,&lt;br /&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado&lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,&lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo&lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,&lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana&lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;&lt;br /&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!&lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.&lt;br /&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?&lt;br /&gt;Ó príncipes, meus irmãos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses!&lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,&lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!&lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,&lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?&lt;br /&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil,&lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-5445954660407856531?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/5445954660407856531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/fernando-pessoa-alvaro-de-campos-poema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5445954660407856531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5445954660407856531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/fernando-pessoa-alvaro-de-campos-poema.html' title='Poema em linha reta'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6588206804182775588</id><published>2009-06-12T19:36:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:19:55.277-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shakeaspeare'/><title type='text'>Hamlet</title><content type='html'>ATO I – CENA 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta sólida carne pudesse ser derretida, evaporada e dissolvida num orvalho!&lt;br /&gt;Ou se o Eterno não tivesse fixado suas leis anti-suicidas. &lt;br /&gt;Ó Deus!&lt;br /&gt;Como me parecem abjetos, antiquados, vãos e inúteis todos os usos deste mundo!&lt;br /&gt;Ah! Abjeção! É um jardim onde tudo cresce à vontade, produtos de natureza grosseira e amarga unicamente!&lt;br /&gt;Chegar a isto.&lt;br /&gt;Nem há dois meses morreu. Um rei tão excelente, mais diferente deste que Hipérion de um sátiro! Tão afetuoso para minha mãe não permitindo às auras celestes roçarem o rosto dela tão violentamente! Céu e terra! Preciso recordar? Agarrada a ele como se o apetite dele aumentasse à medida que se satisfaz, e só há um mês. &lt;br /&gt;Não quero pensar? Fragilidade, teu nome é mulher!&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ATO III – CENA 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser ou não ser eis a questão!&lt;br /&gt;Que é mais nobre para o espírito? &lt;br /&gt;Sofrer os dardos e setas de um ultrajante fardo ou tomar armas contra um mar de calamidades e resistindo pôr-lhes fim?&lt;br /&gt;Morrer... dormir... &lt;br /&gt;E, com o sono, dizem, terminamos o pesar do coração e os conflitos, herança da carne.&lt;br /&gt;Que fim poderia ser mais devotamente desejado?&lt;br /&gt;Morrer... dormir... &lt;br /&gt;Dormir, talvez sonhar.&lt;br /&gt;Sim, eis a dificuldade.&lt;br /&gt;Por que no sono da morte que sonhos podem sobrevir quando nos tivermos libertado do torvelinho da vida?&lt;br /&gt;Aí está a reflexão que torna uma calamidade a vida assim tão longa!&lt;br /&gt;Por que quem suportaria os ultrajes e desdéns do tempo, a injúria do opressor a afronta do soberbo, as angústias do amor desprezado, a morosidade da lei e as humilhações que o paciente mérito recebe do homem indigno quando ele pudesse encontrar quietude com um simples estilete?&lt;br /&gt;Quem suportaria tão duras cargas gemendo ou suando sob o peso de uma vida afanosa se não fosse o temor de algo depois da morte, região misteriosa de onde nenhum viajante jamais voltou confundindo nossa vontade e impedindo-nos de suportar aqueles males que nos afligem em vez de nos atirarmos a outros que desconhecemos?&lt;br /&gt;E é assim que a consciência nos transforma em covardes e é assim que o primitivo verdor de nossas resoluções se estiola na pálida sombra do pensamento e as empresas de maior alento e importância no momento com tais reflexões, desviam seu curso e deixam de ter o nome de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATO V – CENA 1 (BUFÃO YORICK)&lt;br /&gt;Que fizeram de teus sarcasmos, de tuas canções, de teus rasgos de bom humor que faziam a mesa gargalhar? E agora, nenhuma graça? Vai agora ao toucador de minha senhora e dize-lhe que, embora coloque a mais espessa camada de tinta nada impedirá que vem há ela para aqui. Faze-a rir com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATO V – CENA 2&lt;br /&gt;O resto é silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6588206804182775588?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6588206804182775588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/shakeaspeare-hamlet.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6588206804182775588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6588206804182775588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/shakeaspeare-hamlet.html' title='Hamlet'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6838598165567696662</id><published>2009-06-12T19:29:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:21:48.399-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Drumond de Andrade'/><title type='text'>Procurar o quê?</title><content type='html'>O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me perguntar que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas gretas dos muros, nos espaços vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora não encontrei nada, ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem experiência de mato e de cidade. Sabe explorar os mundos, as horas, eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível. Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6838598165567696662?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6838598165567696662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/carlos-drumond-de-andrade-procurar-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6838598165567696662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6838598165567696662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/carlos-drumond-de-andrade-procurar-o.html' title='Procurar o quê?'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-5428271502111398303</id><published>2009-06-12T14:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T17:45:24.688-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mario Quintana'/><title type='text'>Mario Quintana (Frases)</title><content type='html'>• Nos dias de nevoeiro os fantasmas aproveitam para passear incógnitos pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Todas as noites os grilos passam fritando não se sabe que coisa. Chega a madrugada, destampa o panelão: a coisa esfria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os adjetivos em geral são por demais explicativos. Feliz de quem vive ainda no mundo dos substantivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As guerras não solucionam os males decorrentes do excesso de população do mundo, como julgam alguns. Pois os que vão para a chacina são hoje em dia os mais sadios de físico e de espírito. Imagine o leitor as consequências desta multiplicação de incapazes por detrás das bombas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Seus olhos grandes, redondos e pretos tempos ainda ficavam pregados na gente como botões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Cuidado! As esfinges alimentam-se exclusivamente de miolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A gente deve atravessar a vida como quem está gazeando a escola e não como quem vai para a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A gente adoece, mesmo, é de nome feio recolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que me impressiona à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser o nosso futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que salva nossa triste condição de Homo sapiens é que não se pode ter certeza nem da própria dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• São muitos os que morrem antes, outros depois. O difícil é morrer na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Uma, a Rainha do Céu. &lt;br /&gt;  Outra a Rainha das Águas.&lt;br /&gt;  Nas águas mansas do rio&lt;br /&gt;  Vão levando as nossas mágoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O crítico é um camarada que contorna uma tapeçaria e vai olhá-la pelo avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os verdadeiros crimes passionais são os sonetos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O Destino é o acaso atacado de mania de grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que tem de bom numa galinha assada é que ela não cacareja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os anjos deslizam em invisíveis escadas rolantes; os diabos, em bicicletas invisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• - O senhor acredita em Deus?&lt;br /&gt;  - O que é mais importante é saber se Deus acredita em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não gosto das casas modernas porque as casas modernas não têm porões nem sótãos: onde é que vou abrigar os meus fantasmas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Autodidata: ignorante por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tribunal do Júri: local onde os senhores jurados decidem, entre dois litigantes, qual o que tem o melhor advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Anjo: ser celestial metediço na vida terrena, uma espécie de Relações Públicas de Nosso Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Picasso: famoso precursor da talidomida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Uma das coisas que não consigo compreender são os que se convertem a outras &lt;br /&gt;religiões. Para que mudar de dúvidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que compromissos, as obrigações estejam logo ali. Chegamos de muito longe, de alma aberta e coração cantando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Entre a minha casa e a tua há uma ponte de suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O único esporte que pratico é a luta livre com o meu Anjo da Guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O azul-celeste só se assenta bem no céu e o cor-de-rosa na rosa: uma feijoada azul-celeste seria intragável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O que desconcerta ao andar pela cidade: ela tão cheia de edifícios e a nossa alma cheia de terrenos baldios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Uma carta íntima escrita a máquina é como um beijo dado de máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Antigamente os ruídos interrompiam o silêncio. Agora, o de que a gente mais precisa é de silêncios que interrompam os ruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Nunca se deve tirar o brinquedo de uma criança, seja ela de um ou de 80 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O mais irritante de nos transformarem um dia em estátuas é que a gente não pode se coçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Sonhar é acordar-se para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os fantasmas também sofrem de visões: somos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Enforcar-se é levar muito a sério o nó na garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Reflexão de Lavoisier, ao descobrir que lhe haviam batido a carteira: “Nada se perde, tudo muda de dono”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A noite acendeu as estrelas porque teve medo da própria escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos que são os nossos chatos prediletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Dia da Amizade: quando o silêncio a dois não se torna incômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Às vezes o longo túnel do sonho é iluminado apenas pelos olhos verdes dos fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O estilo muito ornamentado lembra esses altares que tinham tantos anjinhos que a gente mal conseguia enxergar o santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Esses poetas que põem data nos seus poemas me lembram essas galinhas que carimbam, no ato, os próprios ovos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tem qualquer coisa de anjo esses suicidas voadores. Qualquer coisa de anjo que perdeu as asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Essas horrendas coroas de biscuit que dizem “descansa em paz”. Como descansar em paz com uma coisa dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Existem anjos boêmios, que costumam freqüentar esses antros noturnos que são os sonhos dos homens. Unicamente esses anjos é que intercedem por nós, um dia. Os outros são dedos-duros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Falamos nas “lágrimas de crocodilo”. Isso não é nada: o pior são os sorrisos de crocodilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O futuro é uma espécie de banco ao qual vamos remetendo, um a um, os cheques das nossas esperanças. Ora, não é possível que todos os cheques sejam sem fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Conto de horror: e um dia os homens descobriram que esses discos voadores estavam apenas observando a vida dos insetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O despertador é um acidente de tráfego do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não deves acreditar nas respostas. As respostas são muitas e a tua pergunta é única e insubstituível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Canibalismo: maneira exagerada de apreciar o seu semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Meditação: vício solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Otimismo: filosofia forçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tenho pavor das recordações: dão-me saudades de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Antes, se alguém começava a ouvir vozes, era adorado como santo ou queimado como bruxo. Agora é simplesmente encaminhado ao psiquiatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Cá entre nós: choro de criança me provoca o complexo de Herodes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Amai-vos uns aos outros” é muito forte para nós: o que podemos fazer dentro da imperfeição humana, é suportarmo-nos uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Morrer é quando a gente pode finalmente ficar deitado de sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Nós vivemos a temer o futuro; mas é o passado quem nos atropeLa e mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Fim de ano: “enterro festivo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-5428271502111398303?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/5428271502111398303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/mario-quintana-frases.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5428271502111398303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/5428271502111398303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/mario-quintana-frases.html' title='Mario Quintana (Frases)'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-4982433541585241037</id><published>2009-06-12T14:51:00.001-07:00</published><updated>2011-12-12T18:22:53.488-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chico Buarque'/><title type='text'>Ulisses</title><content type='html'>Ulisses chega de galochas, barba por fazer, embrulho fofo, paletó triste... Mas Ulisses chega de braços enormes e eufóricos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penélope, ô Penélope! Abre os olhos e as janelas! Abre o peito, minha princesa, que teu rei chegou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do rosto cinzento, Ulisses descobre um sorriso mágico. E do chapéu marrom cansado, ei-lo Ulisses chega de galochas, barba por fazer, embrulho fofo, paletó triste... Mas Ulisses chega de braços enormes e eufóricos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penélope, ô Penélope! Abre os olhos e as janelas! Abre o peito, minha princesa, que teu rei chegou!&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do rosto cinzento, Ulisses descobre um sorriso mágico. E do chapéu marrom cansado, ei-lo agora a desenterrar coelhos. E bandeirolas, bibelôs, bonecos, mil cartões postais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eh, Penélope, quanta viagem , quanta luta... Mas veja só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais retratos, fantasias, óculos novo, sabonete, barbante e outros encantos menorzinhos. Mas o ato chega ao fim, o chapéu sem mágica e Penélope em branca estátua, ela e seu tricô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas como, Penélope, você não escuta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses quer abrir as janelas, as janelas não deixam. O rosto de Penélope também estava emperrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penélope, cadê seu sorriso? Suas saudades, seus braços, seus amores, cadê? Mas qual, você não larga esse tricô. Ora mulher, seu Ulisses chegou e pronto! Cadê meu jantar, cadê meu jornal, cadê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora parece que Ulisses se irritou. Sentado de costas para a mulher, decide-se pelo silêncio absoluto, sinal de protesto. Só se ouve o treque-troque-treque-troque, que é a cadeira rangendo de impaciência. Depois Ulisses se levanta e passa a marchar de parede a parede, no mesmo silêncio zangado. Fora o ploque-ti-ploque, que é o passo molhado da galocha. Enfim, a tosse de Ulisses, o pigarro, o estalar da língua, o ponta pé na cadeira e o soco na mesa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega! Penélope, acorda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece mesmo adormecida. Ou morta, tão pálida e imóvel. Mas os dedos milagrosos continuam trazendo a lã, que vai criando formas, que desmaiam pelo chão. A perplexidade de Ulisses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penélope, você está louca! Parece que andou sonhando, flutuando por outros mundos, as lendas, as luas, não sei... Parece que espera outra pessoa, outro Ulisses, um fantasma... Seu Ulisses sou eu, olha, sou gente, sou duro, sou quente, tenho relógio e tenho emprego, óculos e guarda-chuva, nariz e paletó... Um Ulisses meio desajeitado, um pouco balofo, está certo. Mas o seu Ulisses, queira ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que nada, nada com nada. Uma Penélope impassível e um inútil Ulisses. Duas cortinas bem desanimadas e uma natureza morta. Quatro paredes sem cor, surdas, mudas e uma mulher feita parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez você espere contos fantásticos, paisagens inéditas e empolgantes. Mas não, Penélope, não ouvi o canto das sereias. Certo que, viagem a negócios... Sei lá de sereia nenhuma! Lido com rolamentos e virabrequins, você bem sabe, peças de automóveis. Quem dera fazer sorrir, vibrar, ficar toda sacudida de ouvir aventuras ricas de emoção! Mas revendo agora... Sinto muito, não me ocorre nada mais alegre. Havia uma piada, mas já esqueci. E depois, não tinha graça nenhuma essa piada.  O homem que contou, contou por despeito. Coisa dele mesmo, acho, negócio de mulher, negócio mal feito... Outras pessoas que conheci nada me disseram de novo. Quem tratou comigo, tratou mesmo de negócios. Quanto ao resto, não me ocorreu perguntar, a gente não dá importância. É bem como se a vida fosse um mau negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no chão, Ulisses está coçando a cabeça sem mais idéias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A não ser que você queira ouvir meus sonhos. Porque sonhar, a gente sempre sonha, mesmo quem viaja a negócios. Entre credor e devedor, às vezes fui mais que mero caixeiro viajante. Fui inclusive, se isso lhe impressiona, o príncipe encantado de seus sonhos. Intrépido cavaleiro. Cavaleiro a desafiar abismos inventados... Ah, monstros tão monstros inventei, que mesmo em sonho tive medo! Gigante de um olho só! Esse aí trazia consigo todas as desgraças, a miséria, o câncer e a própria bomba atômica... Imagina, Penélope! Só de fingir que você estava ali me assistindo, enchi o peito e fui à guerra. " Ulisses vai matar o monstro", que murmuravam das arquibancadas. "Ulisses vai salvar o mundo", que ainda ouvi. Encarei enfim o animal terrível. Gritei um nome feio, não ouvi. Atirei uma pedra, mas que pedrinha besta... Resolvi então usar da astúcia. Puxei do bolso traseiro uma garrafa de aguardente, dessas de estourar peito, deslocar montanhas... Foram duas, três garrafas, o monstro era duro na queda! Do mesmo gargalo bebemos quase fraternalmente... O monstro era um legítimo alcoólatra! Virou seis litros dum gole só, contou pornografias... Rimos muito, cantamos junto! E quando a festa acabou, quem estava bêbado era eu, rolando pelo chão, vomitando asneiras... E o monstro ali de pé, num ar austero de contrabaixo, olhou-me com desprezo. E pra encurtar a história, esmagou sem dó minha carcaça inútil, e saiu por aí chutando coisas. Quanto a mim, fui enterrado com honras de herói nacional. Vieram beatas e políticos, prantos e discursos, coroas de flores... Finalmente, virei busto em praça pública, mato crescendo e cachorro regando em redor de minha posteridade. Gostou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses procura e procura, dentro dos olhos da amiga. Mas qual, nem sequer um desprezinho. É, Ulisses pode chorar todas as lágrimas, que Penélope estará impermeável. Ulisses pode pular, berrar, bater... inútil! Só lhe resta um longo bocejo sem desespero. E examinar o próprio corpo com algum desgosto. A barriga mole de guardar cerveja, os dedos curtos de contar dinheiro, as unhas sujas, as pernas bambas... E contudo é preciso não desanimar, está ali o mesmo que partiu, a mesma casa que deixou e uma Penélope que lhe foi fiel. Faltou flores, quem sabe... Ou talvez falte uma Penélope corada e atenta, correndo de porta a porta, sorrindo, saltitando, cantando hinos, dançando valsas e abrindo vinhos pela volta de Ulisses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penélope, pela última vez, se você abrisse as janelas... Essa luzinha elétrica e besta, esse diabo de tricô... Penélope, você vai cansar a vista. Vai usar óculos, vai ficar velha e vesga, varizes, reumatismo, tuberculose... chi Penélope... Além do mais, esse tricô vai ficar muito grande para o meu corpo. Meus membros não são tão largos, meu peito é metade disso. Creia, Penélope, o Ulisses que você inventou não lhe serve. Ele sabe matar monstros, varar tempestades, enganar os deuses... Mas eu sei truques de bem-querer. Você tem queixas de mim, sim, já sei. Mas agora sou um novo Ulisses! Se você quiser, os sinos hão de cantar, hei de compor poemas, promover festanças, virar criança, fazer pirueta, soltar balão! Prometo não beber na rua, consertar o cano da pia, comprar a tal televisão. Vou deixar crescer o bigode e você vai ficar toda orgulhosa! E enfim vamos fazer filho, um meninão rechonchudo, a cara do pai, heim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, Penélope não vai acordar. Ulisses esgotou o repertório, perdeu o fôlego, relaxou os músculos... Afinal, amanhã é preciso trabalhar. Outra viagem, quem sabe, novas aventuras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses estica as pernas, acomoda os ossos, boceja mais uma vez... E adormece ali mesmo, de galochas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-4982433541585241037?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/4982433541585241037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/ulisses-chico-buarque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4982433541585241037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/4982433541585241037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/ulisses-chico-buarque.html' title='Ulisses'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1147186514867964967.post-6100770662224803652</id><published>2009-06-12T14:14:00.000-07:00</published><updated>2011-12-12T18:23:32.544-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Shinyashiki'/><title type='text'>Abraham Lincolm</title><content type='html'>Quando Abraham Lincoln foi eleito Presidente dos Estados Unidos, houve um forte constrangimento das classes dominantes. Afinal, ele era filho de sapateiro e iria dirigir pessoas de famílias tradicionais.&lt;br /&gt;Ao fazer seu primeiro discurso no Senado, um político muito arrogante aproximou-se e disse: “Antes de o senhor começar, eu gostaria de lembrá-lo que o senhor é filho de um sapateiro”. E todos riram imediatamente. No fundo, todos queriam humilhá-lo, já que derrotá-lo não havia sido possível. Mas um homem como Lincoln é difícil de ser derrubado. Ele, então respondeu:&lt;br /&gt;Obrigado por lembrar-me do meu pai neste momento. Eu procurarei ser um Presidente tão bom quanto o sapateiro que ele foi. Eu me lembro de que meu pai sempre fez os sapatos de sua família, se os seus sapatos apresentarem algum problema, você pode trazê-los e eu os consertarei. Desde cedo aprendi a consertar sapatos e agora que meu pai está morto posso cuidar dos seus. Aliás, se algum de vocês tiver um sapato feito pelo meu pai que esteja precisando de conserto pode trazer para mim. Mas de uma coisa estejam certos: eu não sou tão bom quanto ele”, e seus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar-se do pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campeão sempre mantém o orgulho de si mesmo, de sua família e do seu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1147186514867964967-6100770662224803652?l=colecionadordeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/feeds/6100770662224803652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/roberto-shinyashiki-abraham-lincoln.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6100770662224803652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1147186514867964967/posts/default/6100770662224803652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colecionadordeletras.blogspot.com/2009/06/roberto-shinyashiki-abraham-lincoln.html' title='Abraham Lincolm'/><author><name>COLECIONADOR DE LETRAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043402462894498187</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/-ZxGAxjHqK0Q/TvTtZZELGsI/AAAAAAAAAFw/FOciJ2HL1Wc/s220/palavras.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
